quinta-feira, 28 de julho de 2011

Orquídea silvestre

Adoro orquídeas!
Esta, encontrei-a na serra, estava só…trouxe-a comigo …e mais nada digo…ehhhhhhhhhhhhhhhh JJJ
                       Hum…Cócegas na minha orelha

Sobre uma pedra musgosa...
                                                                              Deitei-me, bem preguiçosa...
Viro-me e vejo de esguelha
Selvagem orquídea perdida         
Em plena serra, esquecida
                                                                                   
Lindaaaaaaaaaaaa…

_ De tronco esguio, singela
Como aguentas tu tão bela
Nestas serras invernias
Tocada por ventanias?

_ Ventos fortes me trouxeram
E me lançaram neste chão
A chuva e o sol me beijaram
Mas, cresci em solidão!
Perdi as minhas amigas
Dir-me-ás onde estarão?
... 
Poder-me-ás levar contigo
E com esse teu amigo?

_Tu tens uma bela flor
Como te posso arrancar?
O filho desse teu corpo
Bem decerto irá murchar!
E como te irei eu levar?

_ Sofri ventos e tempestades
Ganhei mil e uma vontades              
Sabia que esperava por ti!
Outro humano, eu nunca vi!
Arranca-me e leva-me contigo
Para junto de um amigo…
Minha flor não vai murchar
Depois de esse teu mimar

Que fazer?!Meu Deus, que fazer?

Trouxe esta amiga comigo
E florida
Bem garrida
No meu vasinho a plantei
Junto de minhas orquídeas
Seu sonho eu concretizei
Do todo a enamorei...
                                                                                                                                                     
A flor que nela brilhava
É normal, depois murchava
Mas ao lado, nova abria
Imaginem quanta alegria!

_ Oh minha orquídea silvestre!
Longe do caminho pedestre…!
Decerto por mim esperavas
Pois nessa rocha brilhavas
E eu deserta  por te encontrar
Silvestre!? Estou a sonhar!
                                                                                                                     
_ Hoje tenho-te no meu jardim
E penso que estás feliz
Mascote, meu querubim
Teu sorriso assim mo diz…

Dizem que plantas roubadas
Não tarda vê-las pegadas
Eu roubei esta à montanha
Já acredito nessa manha

Desculpa meu Universo…
Mexi onde não devia
Apaixonei-me! De alegria! :)JJ
Esta orquídea é um sucesso!


maria guida

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Calmante mundinho verde





Legumes, tomate e figuinho   
Do canote quintalzinho
Quantidades!? Ai não há!
Mas, que dá gozo, isso dá!

Que…fixeeeeeeeee

Vale a paciência do marido                                      
Da hortinha um amigo

Beringelas eram quatro
Fizeram um prato farto
Criadas no nosso quintal
É um orgulho capital


Na travessa bem vaidoso
O tomate, rico e gostoso
Junto o queijo mozarela
Pimenta, azeite e vinagre
Que boa salada comadre!
É ver, atacarem nela!

São produtos biológicos
Com fertilizantes puros, lógicos
O adubo é:
A compostagem caseira
Que dá produção porreira
São sobras, restos verdes, castanhos
Que fazem milagres tamanhos
…Acrescento…
As linguagens que trocamos…
E as carícias em seus ramos
Quando tratamos, regamos

Espreito à janela, fico feliz
… E Felizes dançam ao vento
Calmante mundinho verde
O meu plural alimento …

maria guida


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Se não fosses tu...


 
Viro-me pró teto
Cai-me o céu de um negro quieto
No oposto ao sol, ela brilhante, branca
Estou calma e o astral levanta
Meço-me por mim, radiante
Rejeito, repudio o entediante
…se…
Se eu fosse gato,
… Tinha água na boca
Como sou mulher…
…Minha mente é louca

Louca plo viçoso que de cima possa advir
Vejo minha face nessa lua a sorrir
Perscruto o que de oculto por aí haverá
Que belas loucuras, ela sempre me dará!?

 Na parte mais alva, firme, o meu anjo da guarda
Aquela grande amiga, que está noutra parada
Físico ausente, mas semblante de energia
Quando eu sorri, também ela sorria…
Se não fosses tu …que de mim seria…ENERGIA!?

Andamos nesta roda, jogamos às escondidas
Eu adorava tocar-te e tu pregas-me partidas
Sinto-me leve, canalizo o meu, com o teu saber
Confio em mim, conquistando o meu louco viver…

Todo este ar é químico de eletricidade
Na energia da vida, nesta beleza…
Não há outra grande riqueza
Análoga à eterna SAUDADE!

maria guida

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Tu tens o poder de" saberes estar contigo!"



Tu tens o poder de saberes estar contigo…
Nossas rotas, cada dia nós rumamos
Esses traços, todos, nós deambulamos
Com alegrias, rixas, brigas, contendas
Perfeito, se com elas tu te entendas!

Neste destino, o fado, a sina, a sorte
Preditos, arejados plo vento norte
Projetamos emendar, o que nos parece lixo
Mas caímos, sem conta, em verdadeiro sumiço
Não casamos preparação e oportunidades
Vivemos distantes destas realidades

Por este trilho, rumo ao oculto ou feitiço
Cada momento, seu valor, numa jornada
Vamos adiante, na coragem do reboliço
Não percamos, o rasto da caminhada…

No vale, avistamos o cume da montanha
Subimo-la na dor, que é mestra tamanha
Temos todos, o poder de agarrar o positivo
Sentir a alegria, do que” já era” perigo

 Tu tens, o poder, de saberes estar contigo…
O teu “eu”não merece ser ferido
Amigos dão forças nesse teu objetivo
Mas…apenas Tu
Tens, o poder, de saberes estar contigo…

Agarra esse teu abrigo!



Àquela amiga do peito eu dedico com um beijinho e abraço de coragem.

maria guida

terça-feira, 12 de julho de 2011

Eu, beringela

Eu beringela...


Vai pelos quatro mil anos
Se não me levo de enganos
Que adornava eu, pela Índia
Bem gostosa essa estadia!
Todos me achavam elegante,
Macia…

Muito lisa e lustrosa…
Apesar de ser amargosa
Sou de textura única, esponjosa
Diziam-me: _ pera jeitosa!
Uma amarga saborosa! :)

Enfim, sou um legume vaidoso
Os árabes achavam-me gostoso!
E eu ficava piroso…

Em ondeado longo, enjoativo
De pedúnculo seco e torcido
Cheguei à Península Ibérica
Muçulmanos me adotaram
Na bagagem me trouxeram
...Achava-me uma pindérica...

De tanto enjoo, mirrei e abortei             
Sementes que perduram, em vida
O homem à terra mas lançou…E,
Nestes campos, a mesma fada sou

Gosto muito do quentinho
Duma criação dispersa
Estufas, campos abrigados
Terra fofa e vamos nessa

Desperto o meu misticismo
Vejo-me aqui, sou lisboeta
Emerjo, enfeito minis hortas
Serei roxa, lilás, ou violeta?

Porque tenho muita água
Tenho poucas calorias
Reduzo o colesterol
Teu ventre torna-se mole
Na digestão, não há azias

Dizem-me da família:
_ Do tomate
_ Do pimento
 E da abelhuda batata
Cá pra nós…só um aparte…
_ Eu sou mais fina! Ganda lata!


Maria guida

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dou contigo a silabar...

 
Lenta e pacientemente,
Conquistei - te a confiança
Ensinar-te a falar,…
Era sempre a minha esperança!

Desejava acariciar-te
Mas não devia tocar-te
Cismava no aproximar
Nossas vozes conjugar
Usei de monossilábicas
De palavrinhas estrábicas...
Um belo dia!...
Que alegria!
Estarei eu a sonhar?
Dou contigo a silabar!

…Num triz
Abro a porta da gaiola
E mostro -te a liberdade
…Feliz
Tu vens, enrugas-me a gola
Teu bico, beijoca e cola
Banhas-me em felicidade

Corres os meus aposentos
Afinal são meus e teus
Acordo com o teu canto                                
É o canto do meu DEUS

Se te abro a janela
Voltas de asas a embicar
Me repartes tão feliz
O gozo do teu voar

O teu pio me saúda
Me refresca em cada dia
Partilhamos… qual” traduza”?
Se língua me é confusa…
Mais teu som me delicia!

Dizem que a fala é do homem
Isso é aberração
Todo o bichinho arenga
Se houver zelo, atenção!...


maria guida

domingo, 26 de junho de 2011

A maior inconscìência


Numa qualquer doença, mesmo que passageira
Repensamos a vida, de uma outra maneira

A maior inconsciência nesta nossa lida
É, de cada humano, a sua própria vida
Se dentro dela não nos maravilharmos
Perde-se a beleza,
A energia
Plos caminhos que trilharmos
O oceano continua furioso
A terra, uma calma, silêncio harmonioso
As montanhas e rochedos dominam sem dor
A luz do dia muda de intensidade e cor
Todos os seres vivos, a força deste além…
Espetáculo inaudito! Saboreamo-lo bem?

Quantos a cada manhã,
Terão a consciência
 Do privilégio de :
Ver
Mexer
Tocar
Sonhar
Sentir
E ouvir …e agradecer?                                                                  
Não adianta correr, zangar, ser pedra dura
O tempo?!
A ninguém espera, vamos com ele e cura…
E porque não, chorar, se não se quer rir?
Resta-nos com ele ir!
Chorar, por sofrer, também é sorrir…

E depois de cada doença, mesmo que amiúde
Dá-se mais-valia,
A um niquinho de saúde…!

A maior inconsciência nesta nossa lida
É, de cada humano, a sua própria vida...

maria guida


sábado, 18 de junho de 2011

mal me quer, bem me quer, tudo, nada

 


Mal me quer, bem me quer, tudo, nada
Dizia no meu tempo a raparigada
Soltávamos cada pétala, com muito cuidado
E o pensamento, lá longe, no namorado...
...
Na última pétala!…

Delirávamos de alma contente
Se o J tudo J estivesse presente

Hoje,
Não vou soltar pétalas de amor…
Delicio-me a cuidar esta linda flor...
Renascem os nervos sentimentais
São dados guardados
De doces lembranças
São grandes caudais…

Guardo sua sombra, na palma da mão
 necessidade de atiçar o coração
Sinto-me gaiata, nada disto é treta
A consciência associa,
... que bem interpreta! …
Com esta flor, vejo-me em festanças
Reabre-se o amor de duas crianças…

Beijinhos de bem querer
maria guida

sábado, 11 de junho de 2011

E nesta calma, a minha calma aconteceu...


Abro a cortina
Pela matina
Quanta beleza,… eu vejo!
Agradeço este ensejo!

Verdes variegados
Telhados reformados
Vales, rios e serras
São a alma, destas terras
…                                                
Abro a janela…
Uma aragem me sacode:
 _ Ainda em casa?
Não pode!
_ Há várias horas de claridade
Vem, saboreia esta realidade.

Saio…
Subo e desço montes
Bebo água de frescas fontes
Banho-me nas cachoeiras
Das escondidas ribeiras
Vejo em cada cascata
Uma seiva de prata
E em cada animal
Brandura desigual

As aldeias fantasma
Apertam-me de asma
Há algo de gostosa dor, de mágico
De profundidade, neste fantástico…

…Sento-me…
Sentir-me-ei bem ou mal ?...
As fragas respondem com revês:
_ É só o matagal
Dos rios Caldo, Arado, Gerês…

Termas e rios
Suores e calafrios
São terras do Bouro
A quietude dum tesouro

Maravilhada…, levanto-me…

Olho o que o teto me traz                   
Sinto um todo absoluto, uma paz

…Estes cumes tocam o céu
Este silêncio mago é só meu!

E nesta calma, a minha calma aconteceu!

Maria Guida 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Manjerico,ai ai que rico!


Já me cheira a manjerico…!
E ai que vaidosa eu fico…
Maluquice?! Não importa…
Que perfume à minha porta!

Que aromas me dais amigos…!
Sem vós, que Festas e convívios?
Abano e beijo cada ramalhete
No meu perfumado alegrete!

Amua a resistente estrelícia
Acaricio-a também com delícia
Mas de noite, elegante, pela calada
Com os manjericos fica danada
Tem ciúme de seu perfume
Dos contos que vêm a lume
Eles
Cochicham dos santos, das sardinhadas
Das alegrias nas esplanadas
Dos bailaricos em cada esquina
Dos mafarricos, gente traquina
Das  noites à martelada
Em brincadeira, endiabrada

Falam do alho-porro, do rosmaninho
Da galhofa de tanto Santinho
Do que se queima pelas fogueiras
De tantas, tantas quadras brejeiras…
           
Só nós sabemos dos namoricos JJJ
E nas marchas?!
Ai ai que ricos!



 Boas festas Populares…



Um beijinho com cheirinho a manjerico, para as amigas bloguistas.

Maria Guida

sábado, 28 de maio de 2011

Acolhamos a esperança, no sonho de cada criança


Acolhamos a esperança
No sonho, de cada criança!


Há poucos dias eu via
No blog de uma amiga
Chamar de” invenções parvas”
Alguns nomes da família

E ela tem toda a razão…

Hoje, em conversa de café
Fiquei de cabelos em pé!
Plo que diziam em vão…
A quem traziam pla mão

Afinal por quê chamam de meio-irmão?
Justificar que há promiscuidade de geração?

E por quê lhe chamam padrasto?
Pra vasculharem cadastro?

E o termo de madrasta?
Mãe ingrata, cruel, rasca?

Cá ficam os enteados
Nestes palavreados…
... Vítimas de pecados…

Não são todos por sinais
Puzzles duma família?
Pra que inventar nomes tais?
Que causam certa quezília?

E fala-se daquele e deste
E fala-se disto e daquilo
Dialoguem sem fedeste
Busquem o que é tranquilo!
Venenos de tanta boca…
Deixemo-nos de fofoca!
               
Mas que faço agora aqui?
Palavreando o que hoje ouvi?
_ Que injustiças neste mundo!
Quantas crianças magoadas
Que querem passado fundo!

Olhemos pro nosso umbigo
Não caia o céu de castigo
Porque nós somos do mundo
E todos nós temos fundo…
Que queremos perdoado,
Já que não é esquecido!
Queremo-lo sim, compreendido!

Acolhamos a esperança
No sonho, de cada criança!

maria guida