Dizem os números que um ano cessou...e outro iniciou...Assim sendo,ou não,no tempo sempiterno,Eu Vou...Um abraço de muita paz e muito amor...a quem comigo, neste barco for...

Quando meu tempo mo permitir, porei neste espaço, o que e o quanto me possa brotar,para convosco desabafar...neste mundo de corridas, neste mundo de porquês...
01/01/2017
margui




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Não te vás na onda...

Não te vás na onda…

Para e olha, não te vás na onda
Abre teus olhos, ideia hedionda!

Por becos incertos, o teatro parou
Um dia mais outro e, o mundo findou
Vê outra passagem, não cortes teu elo
Isso é paragem, em frente é mais belo!

Assim acontece, por vezes na vida
Paramo-la, não querendo briga
Aí, desejamos um mundo em vão
Olha mais além, vida é caminhada
Não sabes, nem vês, a tua parada
Segue-a em frente, agarra o condão
És tua fada, tua bruxa, na tua enseada
Quero-te viva, feliz, bem armada!

Sim…és TU…Mulher

A cada sonido, tu respondes “pronto”
Teus puros sentidos repulsam revés
Dando-te aos outros, que feliz que és!
Esqueces-te de ti, para viveres o outro
Nas minhas preces, te coloco a meu lado
Esses momentos que eu quero, em calado
 Grande Mulher! Belo o nosso encontro!

Tuas ideias, jamais tu receies, de as exibir                           
As tuas pegadas, a tua essência, quanto faz sorrir!


Por becos incertos, o teatro parou
Um dia mais outro e, o mundo findou
Vê outra passagem, não cortes teu elo
Isso é paragem, em frente é mais belo!

Maria Guida

Fevereiro de 2011                                       A Ti dedico...estamos longe, mas sempre perto!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cai dos lados do céu...

Cai dos lados do céu
Esta chuva que me diz:
_A mãe terra agradeceu
Ó quanto ela está feliz!

Também eu fico encantada
Paro, me medito a sós
Com todo o seu musical
Me recordo, de meus avós

Nestes dias de enxurrada
Com eles tanto brincava
A lareira sempre ardia
E a todos nós unia

O fadista, não estava quedo
Era amigo, era brinquedo
Que botija, que pêlo macio
Eu enroscava, acariciava, com brio

A quintã era tão grande
Por todo o lado aquecida
Que cheirosa essa guarida!
O alambique perfumava
E gota a gota, pingava

Que família amada!

Lagos de alma de água
Nos olhos de meus avós
Tinham intenções tão singelas
De senti-las, ri-me a minha mágoa
Para sempre, não estou a sós
Tenho presenças tão belas

Digo isto? Sim, de viva voz!
E com o luzir de uma estrela
Oiço música, brilha-me o algeroz
É a chuva, é o amor, à minha janela...


 19 de Fevereiro 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

E aprender lá tem idade?


Diziam as lambisgóias:


Pensam que é modernice
Dizer que voltam à escola…·JJJ
 Gente velha! Tagarelice!
_ Que aprendeis a esta hora?

Respondo-lhes eu:

  Digo-vos com toda a vaidade:
_E aprender lá tem idade?
Saber mais, eu sempre quero
_ Quereis paleio mais sincero?

Por aqui…

Pessoas banais, vulgares, enriquecem
Dos saberes e convívios, que lhes oferecem
Saem do anonimato das suas vidas
Granjeiam amizades, que julgavam perdidas
Passo a passo, acompanham o progresso
Tudo contribui, para o bom sucesso…

O plano anual de actividades
Perfuma-nos de vaidades
De viagens e convivências, somos agraciados
Há leques de ofertas, variados
Viagem a Londres está prometida…
Não desistimos desta guarida!

Se a solidão e o aprender, quiseres resolver
Junta-te a nós…há que ver para crer!

Não critiques, ganha curiosidade!
Vem ao ISCE, esquece a idade!



 Para quem me pediu que o fizesse, eu o dedico, com um abraço de amizade!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Passagem mistério

Por vezes, na vida                                                      
Que nos vai de fugida
Esquecemo-nos de pensar
Que esta passagem                                    
Tem uma paragem         
Sem ter, volta a dar!

Caprichamos, exigimos e assim sofremos
Correria Egoística? … Enfim vivemos….
Debita-se fazer, afirmamo-nos lei
Personalidades fortes? Matriarcado?
Manias imperiais, hábito zangado?
Espelha-se a arte: _ ”Só eu é que sei!”               
                                                                                                         
Imperativa guarida ao tempo
E este, que não tem tento
Vai beliscando frágil ser
Corpinho forte, perfeito
Adiante, fica sem jeito
E começa a querer doer

Este mistério, lentamente, domina
Revolta, anseia, mas qual morfina!
O império está a desmoronar-se
Não vá esta nova criança lixar-se
_ Eh malta, aqui estou, como é que é?
Eu ordeno e rezo, com muita fé
Eu durmo, mas digo que não
Todos ficam em confusão
Digo que me dói o peito
Ao hospital me levam direito
_ Eu não quero estas dores
Levem-me a muitos doutores
Quero ser nova outra vez
Meu ego não se satisfez

_ Doutores, eu não consigo respirar
Na cama não me posso virar
Ai que arranjei uma boa
Feita molho, dores à toa

Hospital, local triste, causa fria
Horas de espera, quem diria!
Doentes a monte, gemem, queixam
Suas moléstias trocam, dispersam
Estou ansiosa, mas bem instalada
Numa cadeira de rodas, sentada
Empurrada, nesta embrulhada

Gabinetes médicos, na hora do jantar!
Há gritos de dor, famílias a reclamar
Eu?
Continuo forte e aqui espero, sem refilar!

Já fiz radiografia ao peito
Para verem meu defeito
A médica me veio dizer:
_ São uns ossinhos a doer
_ Oh! eu pensei estar partida,
Pois estou toda dorida
Também não oiço doutora
...
_ Eu entendo os seus gemidos
 Leva aqui uns comprimidos.                                                                   
E vai ver como melhora

Por vezes, na vida                                         
Que nos vai de fugida                                                                            
Esquecemo-nos de pensar
Que esta passagem
Tem uma paragem
Sem ter, volta a dar!                                   

13 de Fevereiro de 2011
margui

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Francisco José - Canta Guitarra Toca Baixinho

Após publicar o poema” mudar”, irei mudar também por aqui e colocar, por agora, em 1ª página, a música que me vai na alma…
Com um beijinho
margui






mudar

De manhã, quando acordei
Dei comigo a pensar:
_ Por quê gostas, tu Maria
De andar sempre a mudar?

Mudas capas, ao sofá
A cor cansou…, já não dá                                            
Não lhe mudas o seu norte
Pra não ouvir teu consorte!
Dos bibelôs esqueces arte
Retira-los, de toda a parte
Aconchega-los, com brio, no baú
Que bem visto e revisto, a olho nu
É um pequeno, grande armazém
Pra dividir e fazer feliz, alguém

Afagas e limpas, os do coração
Esses, tu não largas, não!

Também mudas de ideias
Coisas belas, coisas feias
Mente aberta e positiva
Livre de qualquer intriga
Simpatizas com porquês
Mudas, o modo como vês
Procuras, ideias para mudar
E este mundo, acompanhar

Na tua sensatez, tens manifesto…
A grandeza deste Universo

Não gostas de rotinar
Nem de quieta ficar
A quietude só te faz bem
Num silêncio mais Além
E isso só fazes…quiçá…
Quando te avalias por cá...
Tu irás sempre mudar…
Tu gostas de vaguear…


És Maria Ninguém…
Qual niquito…!?
Neste Universo Belo, Omnisciente, Infinito!

Em, 6 de Fevereiro de 2011