sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cai dos lados do céu...

Cai dos lados do céu
Esta chuva que me diz:
_A mãe terra agradeceu
Ó quanto ela está feliz!

Também eu fico encantada
Paro, me medito a sós
Com todo o seu musical
Me recordo, de meus avós

Nestes dias de enxurrada
Com eles tanto brincava
A lareira sempre ardia
E a todos nós unia

O fadista, não estava quedo
Era amigo, era brinquedo
Que botija, que pêlo macio
Eu enroscava, acariciava, com brio

A quintã era tão grande
Por todo o lado aquecida
Que cheirosa essa guarida!
O alambique perfumava
E gota a gota, pingava

Que família amada!

Lagos de alma de água
Nos olhos de meus avós
Tinham intenções tão singelas
De senti-las, ri-me a minha mágoa
Para sempre, não estou a sós
Tenho presenças tão belas

Digo isto? Sim, de viva voz!
E com o luzir de uma estrela
Oiço música, brilha-me o algeroz
É a chuva, é o amor, à minha janela...


 19 de Fevereiro 2011

7 comentários:

  1. Reflexão prazeroza neste sítio, post como aqui está dão valor a quem visitar neste blogue :)
    Realiza muito mais deste espaço, a todos os teus seguidores.

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  2. Lindas memórias de infância, e entes queridos que já se foram, tempos que deixaram saudades.
    Como a entendo, Maria Guida!

    Beijinhos

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  3. Que bonito!
    Quando mais escreve melhor reproduz nas palavras os sentimentos.

    Um beijão cheio de amizade, força e muita energia positiva!

    Marisa

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  4. Olá Guida,

    Lindo poema para recordar tempos felizes e que te deixaram saudades não é? Adorei!!

    Bjs grandes.
    Patricia

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  5. Obrigada a todas pela vossa visita.
    Um beijinho.
    margui

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  6. Para os lados do céu, lembras-me o poema de Augusto gil. Batem leve, levemente , como quem chama por mim. Será chuva? Será gente? Gente não é certamente..e a chuva não bate assim..Faz-nos bem recordar os tempos em que fomos felizes.

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maria guida