Dizem os números que um ano cessou...e outro iniciou...Assim sendo,ou não,no tempo sempiterno,Eu Vou...Um abraço de muita paz e muito amor...a quem comigo, neste barco for...

Quando meu tempo mo permitir, porei neste espaço, o que e o quanto me possa brotar,para convosco desabafar...neste mundo de corridas, neste mundo de porquês...
01/01/2017
margui




terça-feira, 26 de abril de 2011

Mel puro, puro mel.



Semana da Páscoa, chuva na aldeia
O dono ansiava examinar a colmeia
No sábado aleluia, o sol já espreitava
Todos atarefados, na casa da cunhada
Neste aconchego, com aroma de tanta flor
Surge em fatiota, o brioso apicultor!
Homem dos sete ofícios, não consegue estar parado
As abelhas, um dos vícios, que ele cuida aprumado

São enxames, em especial habitat
Poluição ao redor?_Claro que não há!
Rainhas jovens e sempre saudáveis
E tantas operárias, fêmeas hábeis
Em campos silvestres banhados plo rio
São estas colmeias, de puro mel e brio…

Todo o ano temos mel para afinar a garganta
De amigos para amigos, a sua procura é tanta!

Cada um que o prova, agora
Todos anos, sem demora
O procura outra vez
_É puro mel, só bem fez!
Em tempo de constipações
Livrou-nos de aflições…
E, quando dele, já não há nem sinais…
_ Puxa! Por quê, não pedi eu mais?

Para a dor de garganta, não ser uma seca
Todo o ano,tomo mel, das abelhas do tio Zeca.


maria guida



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Noutra onda vim marulhar

Noutra onda vim marulhar
Ao encontro de outro ar
Rumo ao sítio que me viu nascer
Ao concelho que me viu crescer
Ao altar que me viu casar
Aos amigos que encontrar
À casa onde feliz pari
À ventura que vivi
Ao local que também me viu chorar
E um dia, revoltada, abalar
Por querer e por amar…

Hoje, Aqui…                                          
Sinto-me criança à chuva, neste lugar
A s nuvens de Abril, vêm-me beijar
Oiço o pio do amigo mocho
O ranger do tronco chocho
As giestas escondem-me nesta laje
Tenho o meu âmago no auge!
Cheiro o aroma das flores silvestres
Que me fazem lembrar de mim
De minha infância, das minhas vestes!

…Aqui sozinha…
Tenho saudades de tudo, de vós
DE Ti e dos meus avós
Sonho acordada, olho em redor
E o bosque pergunta-me curioso
Em sussurro invejoso…:
_ Conheces-nos?
_ Melhor que o meu coração…

Sinto que em mim nada rima
Mas o meu coração prima
Em estar hoje aqui, sentada
Saboreando toda a jornada
Absorvo esta energia e iço
Tudo para mim parece feitiço
E desabafo -vos,soberbo arvoredo...
Cada passada, sem medo.


_ Vós sois os amigos que comigo cresceram,
Me refrescastes, quando os dias aqueceram
 Debaixo de vós me deixastes brincar
 Me encorajastes, a saber projectar…
 Me salpicastes de neve, em tempo de Invernia
 Em torno de vosso amor eu vivia

Hoje, como dantes, aqui estais erguidos
À chuva, ao sol, ao vento…
E até aos bandidos…

Como eu vos entendo, como vos admiro!
A vossa inveja é o desejo de virdes comigo!
Na vossa altivez, meu abraço, tudo encerra
Aliás…
Somos filhos, da mesma mãe terra

Enquanto meu cérebro de mim se lembrar
Os vossos troncos, eu virei abraçar
Porque é este ar, é o vosso respirar
Que cada dia emerge em minha mente
E me incentivam a desejar viver eternamente
Este encantado, absorto e perfumado presente.

Dará para esquecer o local onde, quando e por quê…
…Um dia nascer
… Crescer
… E
Se aprendeu a “ Ser”?

maria guida

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Em época da lampreia.




        
Desta mente não sai nada
Será que estou encalhada?
Ou seria da lampreia
Que preparei para a ceia?

Raio de cilindro alongado
Pôs-me o cérebro em mau estado
Eu agarrava-lhe a ponta
Escorregava-me, feita tonta
Escaldei-a na panela
E depois é que foi ela
A viscosidade era tanta
Que me fez pintar a manta…

Levou tanta esfregadela
E só entrou na panela
Prá famosa cabidela
Após tamanha barrela

Pedis, das melhores especiarias
Sem elas, não há iguarias
Pedis, tinto verde, maduro e vinagre
Bem ao gostinho do abade
Calicezinho do porto
E um pau de louro torto
Não vá o diabo tecê-la
E vossa fama, perdê-la!

Quem tão cara, vos atura
Neste tempo de conjuntura?

Essa vítrea cristalina
Do corpo, olho e narina…,
As sete fendas branquiais
Por onde toda sangrais…
Ai! …tudo me arremina…
Coisa esguia, feita fina!
Se não fosse o consorte
Por aqui não tinhas sorte
Se não fosse pla famelga
Não cozinhava esta melga…

Ais, não me levem a mal
Que eu pró ano ralho igual


   Desabafos da cozinheira...

maria guida

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Obrigada minha Terra(planeta)!


Fui levada pelo Kanimambo...das nossas aulas...


Obrigada, obrigada, obrigada

Obrigada, minha Terra
Belo abrigo, onde vim nascer

Obrigada, obrigada, obrigada

Obrigada, tu és singela
No teu colo, solto meu viver

Nesta vida, tudo tens pra  mim
Tanto encanto, aroma jasmim
Tudo impõe, que eu te diga
Obrigada, minha  Terra amiga

Obrigada, pla partilha
Do teu todo, e do teu vigor
Obrigada, cada dia
És meu guia, sonante de amor!

Dedico, neste dia, às 3 da vigairada (vida airada)!
maria guida

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nego-me a deixar esta criança!

Quando era criança
O sol, no campo, ocultava-se diferente
Eram as árvores que mo escondiam
Recortavam-me esta luz independente
Com os troncos, jogava às escondidas
E eu gostava dessas partidas…
Eram as ripas de uma grande janela
Tirando-me a luz que eu achava,
Tão bela!
Dizia-lhe adeus, e… sonhava esta criança!
E, tão cedo, …em tantos dias…
Dormíamos no ocaso, embalados pela esperança…
 ...

Hoje,
Com o mar a monte
Eu vejo outro horizonte
Pinceladas de roxo, azul e branco
Também me encanto!
Inspiro este ar húmido e salgado
Onde nada está recortado…
Vejo as gaivotas e andorinhas do mar
Não há ripas, …
Que a luz me possam tirar
Nem aqueles, …
Que cedo, me vinham deitar

Então…
Eu posso ficar
Eu posso-me saciar
E com a ajuda do vento…
O céu dissolve-se em manchas
O azul esvai-se em cinzento
Um todo enegreceu
Caiu a noite!
E aqui estou eu!

Olho o espaço celeste e consigo ler
Nas estrelas que me estão a ver
Adivinho o que vai naquelas janelas
Com listras laranja e amarelas
...
E nelas...
Eu vejo o céu, o nirvana, o paraíso,
Sem dor!
Todos inalam o mesmo juízo,
O do amor!
...
Reflectem o passado, o presente
Projectam-me um futuro concorrente
Vejo a força de um novo amanhecer
E de um novo dia, que eu quero ter

Continua a minha esperança
Nego-me a deixar esta criança…

Se esta magia não posso parar                                
Se tudo posso degustar…
Então deixai-me sonhar
Então deixai-me ir com ela
E mostrar-vos a minha janela!

maria guida

sábado, 2 de abril de 2011

Meninos pró ISCE


Na passada sexta - feira,na aula de música,  além do Kanimambo, cantámos a Senhora do Almurtão.

Agarrando na música desta segunda, escrevi o seguinte:

                                                  *Meninos pró ISCE

Meninos pró  ISCE!?
Qual será a vossa idade?
Nos entas vai nossa vida
Que nos enche de vaidade!

Refrão
Olha o nosso grupo, que sorri, sorri
Tristeza na alma, nunca mais eu vi
Nunca mais eu vi, ai nem torno a ver
Estas cantorias fazem reviver

Meninos pró ISCE!?
Onde ides manhã cedo?
Vamos todos musicar
Solidão não nos põe medo

Vós correis pró ISCE…!
Donde vem essa alegria?
Gosto em representar
Tudo em nós, é harmonia

Meninos pró ISCE!?
A que se deve a folia?
Ao despir ansiedades
Neste canto e dia a dia

Meninos o que cantais
Nessa vossa digressão?
Música tradicional
Magia do coração…

Meninos do ISCE
Ir convosco, eu também queria
Vem connosco e vais ver
Que a idade é utopia
(ca)

* escrevi *meninos como significado de amigável, manifesto de amizade entre nós.


Um beijnho, com a força desta rosa vermelha, para a toda a turma e querida professora.

maria guida