terça-feira, 29 de novembro de 2011

Festeje

Acorda pela manhã, é outro dia, festeje!
Abra a janela, respire fundo, ria e solfeje
Salte ao duche, arranje-se, saia, caminhe
Sinta, dentro de si, num todo se acarinhe…!

Você é seu templo, é seu Universo
Nos seus momentos, está seu sucesso
Assente seus pensamentos
Enxote os arrelientos,
Fixe-se na sua essência
Suavize, delicie-se, seja vulnerável...
Sua existência
Ultrapassa o impensável...!!!

Dói uma peça?
Então vamos nessa J
Respire fundo,
Fixe-se só nela…
Isso alivia! C
E sorria!J

...Se chorar
Nada de preocupar
É sal que te vem limpar
…Pró coração acalmar…

Ai nada dói?
Fixe! Mas não se esqueça:

Seu corpo
Suas peças
Gostam de ser mimadas
Por si…
Dia a dia…relembradas
Acarinhadas…

Como em tudo no Universo
Se não mima o que é seu
O que vai ser do progresso?
Cada corpo, um apogeu!
Neste Planeta
Neste Céu!

maria guida


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Que será de mim....que será de nós...

Com o instrumental de “ora ponha aqui o seu pezinho ”, dou uma força ao nosso grupinho.

Que será de mim, que será de mim
  Ó cavaquinho
Que será de mim, que será de mim
 Pergunto eu
Não vou deixar, não vou deixar-te
 Ó cavaquinho
Não fosses tu, não fosses tu
projeto meu

Rica será, rica será
Nossa  amizade
Rica será, rica será
 Nossa folia
Não desistir, não desistir
 Lema do grupo
Ai todos juntos, todos juntos
 Na alegria

Que será de nós, que será de nós
Sem cavaquinho
Que será de nós, que será de nós
 Sem este espaço
Vamos vingar, vamos vingar
No cavaquinho
A todos vós, a todos vós
O meu abraço


Obrigada ao professor José Carita, pela força que nos dá.
Para todos os colegas, um beijinho carinhoso.

Maria Guida

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eu estou aqui


“Eu estou aqui”.



No ioga,
Esta beleza eu ouvi
Neste navio eu parti
Imaginem…
O que eu senti…!

Palavras que trazem doçura
O corpo em nova apostura
E eis, que nesta brandura
Meu ente é outra natura

Não existia passado
Passou-me, de todo, ao lado
Não soube do negativo
Dei larga, ao positivo…


Por inteiro,
Entranhei-me
Viajei-me, saboreei-me
Deliciei-me…

Presente perfeito
As asanas, ao meu jeito!

Respirei fundo
Acordei…
E valorei…
Este meu mundo
……………………………

_ Impossível?!
_Não, Incrível!
É, um todo
Só Meu,...
Sensível…

Lá, vivo o “Aqui”,
Vivo cada presente
Tão diferente, tão contente

Vontade de parar “Aí”
Sem querer, ir para a frente…

…Vale
...a Atitude interior, consciente
E...
Numa respiração sapiente…
Sentimo-nos, aceitando …
Este mundo tão exigente

Obrigada à professora de ioga, Carla Penetra, pela harmonia que a todos proporciona!
maria guida

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Correio da Seniorlândia.

Hoje me obrigo a ter uma apresentação diferente!
O mundo não é, apenas coisas más. Testemunhemos também as coisinhas boas!


Amigos,
Podem ver o jornalinho da nossa escola, no blog da amiga Patrícia.

A ela agradecemos todo este projeto, que sempre abraçou com muito trabalho e elevado carinho.

 E um agradecimento especial ao professor de informática, Dr Rui Lourenço, que em regime de voluntariado, nos oferece as suas aulinhas semanais.

Obrigada aos dois.

Maria Guida

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Outono

As brisas de outono
Negam-se à tristeza,
Para nos dar alegrias
Hibernando em seu sono
Clorofila, de certeza
Anseia, por maiores dias
Diminuem as horas de sol
Na aragem vem o briol

As folhas tiveram a sua existência
Felizes...
Mudaram, a sua aparência

Abandonam a árvore,
Ficou limpa, ficou nua

Qual folha melhor flutua…

Poisam, nos fofos jardins
No duro asfalto da rua!

Do verde...
Viajam ao laranja, castanho
Vermelho ou amarelo
O chão está tão belo!

Com a chuva, amanham-se,
Jazem, mas entranham-se
Adubam a terra
Fertilizam os solos,
Espicaçam o pigmento
…Espreita novo rebento

Os pigmentos verdes
Cessaram de trabalhar
Ansiosos os vermelhos,
Ocupar-lhes-ão o lugar

É o ciclo da vida, em cada ano
O renovar de cada gestação...
É o outono que nos mostra
O ciclo eterno…
Não tenhamos ilusão!



Beijinhos outonais   

maria guida


sábado, 5 de novembro de 2011

Aloé vera


 Meu aloé -vera catito JJJ
Com elegância me fita
Até parece que estica
Vejam, como é bonito!
J
No Outono, a sua flor
Alivia um pouco a dor
Dor fria, desta estação
Que sucedeu ao verão

Concentra nas suas folhas,
 Um gel viscoso e macio
Abre, como pétala de rosa,
A folha é lança espinhosa
É da família do lírio

Um remédio muito prático
Na pele, faz alívio rápido
É regenerador e antioxidante
Antibacteriano, cicatrizante

Nutriente, com muitas proteínas
Sais minerais e vitaminas
Capacidade de hidratar
Mazelas interiores curar

Para Cleópatra, era segredo de beleza!
Resina perfumada, de tamanha riqueza!

Se desta amiga precisar
Basta me avisar
Folhinha, eu  faço chegar
Ou filhote pra plantar

Tenho dois que posso dar.

beijinho outonal
maria guida

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Uma bruxinha vou ser

Passei o dia a pensar
Nas voltas, que hoje vou dar
Novo mundo, eu quero ter
Uma bruxinha, eu vou ser

Quero um futuro risonho
Previsões, sem serem sonho!
Sucesso nas profissões
E o término dos ladrões

Quero um não ao desemprego
Que arruína a sociedade
Quero uma vida sem medo
Uma Europa de equidade

Nesta noite, eu quero crer
Nas varinhas do poder
Sem testemunho de aurora
Este mundo, eu jogo fora

Eu quero pura energia
Ao nascer da luz do dia…

maria guida

sábado, 29 de outubro de 2011

Cavaqueira


Naquele dia de chuva
Trazida pla ventania……
Minha cabeça pirava
Cavaquinho refilava…!
Quem diria?!...

Um projeto a vencer...
_ Como irei eu aprender?
Só quero ver…!

Fizemos disto galhofa…
E jurámos, sem batota:
_ Não piramos desta tropa.
Vamo-nos já animar
Bora lá
Vamos jantar…

Estava o grupo da pesada
Em cavaqueira animada
Que prendas! É só vaidadeJ
Bem linda a nossa amizade!
                                          
As velhas...
                                                                                                           
                                                        ...   e a tenra idade


….
Sabem quem estava lá?
Fatinha, que virou Fá!
Nome fino e pequenino
Um mimo!


Mistério!
Alguém, aqui está cifrado!
Meu dia, hoje foi um fado…J!!!
É sério....

O meu?!A minha?!
No prato às cambalhotas… 
Viria de pernas tortas?
Já não a comi direita,
Que desfeita!

O festim deixa saudade!
Fica prá posteridade…

Quem descobre o enigma
Neste docinho que prima?
Aqui fica o desafio
Neste outoninho, já frio.
Considero-vos porreiras
Não escrevam asneiras
Vossa amizade é um brio….

Vamos lá no desafio!...

Beijinhos outonais e refrescantes         

Maria Guida           

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Bailinho sénior



Esta canção é para cantar com o instrumental do bailinho da madeira (Max).

   É esta  a canção que estamos a trabalhar no cavaquinho...madre mia...com tanto baralhanço, deu-me este vaipe...deixar as coibinhas e o mar da Madera, porque eu estou a amanhar-me no Cotenente....hihihihihihihi :)

Nós somos da outra guarda, ai nós somos da outra guarda
Estão os entas a atacar, estão os entas a atacar
Mas fingimos que não vemos, mas fingimos que não vemos
Ao tempo vamos ganhar, ao tempo vamos ganhar

Vamos gozar
Esta vida qué ligeira
Em cada passo avançar
Avistar outra carreira

Não percas a tua esperança, ai não percas a tua esperança
Cada dia é renascer, cada dia é renascer
Cultivemos a bonança, cultivemos a bonança
O Bom é saber viver, o Bom é saber viver!

Vamos gozar
Esta vida qué ligeira
Em cada tropo avançar
Avistar outra carreira


maria guida



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O nosso cavaquinho

É cavaco, é braguinha ou braguinho
Cordofone lindo, nosso cavaquinho!

Nasceu num clima minhoto 
Em Braga, este maroto
Muito popular, de jeito traquino
Harmonioso e pequenino
Arranjam-lhe companhia
Pra espicaçar a alegria,
Carácter lúdico e festivo,
 O mariola…
Atiçam-no, com a amiga viola…J
Preciso, não seria...
Solista, também faz magia!
É burguês, é urbano,
Seu jeito é bacano
Tem pulgas natas
…Nas Estudantinas, …,
... E serenatas…
Patente, em qualquer tuna
No júbilo, faz fortuna…
Está nas rusgas, chulas e malhões
Enamora corações
Harmónico, saltitante, movimentado
Afasta-nos do triste fado
Chamam-lhe de rural, típico e pobre
Mas, se dor, ele encobre, é nobre
                                                                                             
Musicalmente me vai falando…
Vou-me enamorando
Embrenho na melodia
Me encanta a sua harmonia
E o ritmo?
Quanta alegria!
Com a sua sonoridade
Esqueço as dores da idade
Será que vou aprendê-lo?
E vá lá eu,  entendê-lo!

Terei essa capacidade?
A maluqueira terá idade?

Somos três, nesta energia
Brincamos com harmonia
Vale-nos a companhia
Vivas à nossa folia!





Dedico à Isaura e Fatinha, com um beijinho cavaquista.

Ehhhhhhhhhhhhhhhh….vamos nessa!
maria guida

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O sabor do silêncio, em cada partir...


Amo o silêncio, a calma, a solidão...
Vivo-os a cada momento, sem dó ou perdão
Salto cada ideia que não traga doçura
Outra era me pôs, nesta doce brandura…

      Quando era gaiata, não pensava na vida
Talvez sem ideias, andasse perdida…
                 Perdida plos tempos que me eram perpétuos
                …Perfumados de aromas e animados reflexos

Ainda sem refletir…
Vi-me partir…
Andar, andar…
Amar e trabalhar.
Caminhei tanto!
No entanto…
Da tristeza eu fugia
Sempre sorria
Se vencer queria…
Dei tudo com amor e dei duro
 Amei a todos e até cada muro!
                          Embrulhada em cada dia, noite e orvalhada
Continuei perdida…
Nos outros, embrenhada…


Depois, no tempo…
O reaver, de outros partir…
Desfolharam…
…E partiram e voaram
          Também noutra embrenharam…
Com ou sem pensar?
…Não confessaram!

Aí parei e refleti:
_Olha o tempo que percorri!
E, bem cá no fundo eu ouvi:
_Sou outra felicidade…
Esta é uma nova verdade
As tuas sementes são caravelas
Ao mundo, abrem as suas velas
E tu não vais…
        Poder ir com elas…
     Despe-te do passado, do tempo, da mocidade
Estás, noutra atmosfera, não ligues à idade
     Recupera, as horas vividas, com menos prazer
...
A vida é cada presente, fá-lo florescer!


Amo o silêncio, a calma, a solidão
Vivo-os a cada momento, sem dó ou perdão
Salto cada ideia que não traga doçura
Outra era me pôs, nesta doce brandura…

Um dia, que quero bem longe…
No alvor de outro partir
Outro belo mundo, eu irei descobrir…

 Maria Guida



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Porque vamos em balelas...



A vida do corpo é a mente
E a do pensante também
Se a agitação está presente
                                                                                                  ...Sistema não fica bem!
Porque vamos em balelas
Zangam-se todas as células
Lá está o subconsciente
A projetar-se em mazelas
Que querem trazer sequelas…

Se me zango, dói-me o estômago
E o fígado e o coração?!
… Que apertão!...
Decerto zangam-se hormonas
Em cada interconexão.
As dores querem ser donas!
Só nos geram confusão!

Desafia o tufão...grrrrrrrrrrrrrrrr

A cada dia, a cada acordar
Decide o dia, que queres ter
Eleva a tua autoestima
Só tu comandas a sina
Alegra o teu viver

Entulha e semeia apenas, um consciente positivo…
Para que o subconsciente fortaleça o teu abrigo…


Dedico àquela amiga…com um xi coração…


maria guida


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Couvinhas

Estas minorcas couvinhas
Vieram lá da Malveira
Agora vê se adivinhas
Quem se perdeu lá na feira!
Tudo coisa da hortaliça
Chiça!

Diz o Zé para  a Maria:
_Aguarda aqui que já venho
Vou pô-las na bagageira
Seis molhinhos…cum dianho

Então lá fica a Maria
Cu olhar pelas bancadas
Foi andando, foi andando
E lá se foi descuidando…
Resmas de gente, às molhadas
Quando se lembra do Zé
Os nervos ficam em pé
Qual o sítio combinado?
Ele virá de qual lado?

Perdida dei umas voltas
Lá o encontrei bem zangado
Eu que nunca gostei de feira
Deu-me pra ir cum diabo
Por causa destas couvinhas
Foi dia de refilanço
Despejámos as medidas
Cada um, cu seu picanço

Mas a bravura passou
Na terra, as cujas espetou
Com muita calma as regou
E quem passava as mirou!

Agora ?
Rimo-nos de tanta paródia
E vem logo à memória
Essa engraçadinha história
Veio a couve portuguesa
Veio o coração de boi
Brócolos e couve nabinha
Vim eu com a gentileza
De contar como foi
Este dia na feirinha

Uma brincadeira categórica
Que passa a ficar histórica

Quando abro a janela
É vê-las arrebitar…
E parece que nos dizem:
_Na feira vos fiz zangar…J
Como lembro esta partidaJ
Nesta hortinha garrida!

Zézinho é delas, amigo
Não se esquece de as regar
…E não tarda muito a sachar!
…Até lhe incha o umbigo…J
Em breve as vai apanhar!

Reconheço…
Tem razão...
Biológicas e fresquinhas
Que bom é tê-las à mão!

Beijinhos hortícolas
                                       maria guida

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sou pé de maracujá, maracujazeiro:)


Sou pé de maracujá, maracujazeiro
Sou Planta empolgada neste poleiro!
Sou invasora, arbustiva e vigorosa
Para o povo, e com razão
Minha flor é a da paixão…
Supera a vermelha rosa…
Curiosos?
Ansiosas por novidades?
Muito bem, cuscas comadres
Minha sebe vos tem seduzido
 Bem oiço…
Mas, faço-me despercebido!

Por que, não me vedes as flores?                     
A primavera foi-se, meus Amores!J
Foram de beleza exótica, perfumadas
Quiçá, vos deixassem inebriadas! J

Pareço um arbusto só?
Enganam-se, tenham lá dó
Estou agarradinho à minha companheira
Uma  J maracujá, casca fina, tipa porreira
Somos amigos, mas de sangues diferentes
Beijocamos e florescemos contentes J

Para nosso fruto poderdes ver
Polinização é imperativo fazer!

Quando nos juntaram, éramos putos!
Conseguimos dar apenas, dois frutos.
…Ui…
Resmas de curiosos espreitavam, cuscavam
A rede e o muro também nos ralhavam

E os donos!? Mesmo muito desiludidos!
Tivemos que lhes dar ouvidos…              
Virámos projetos astutos
Parecíamos dois malucos…
Pedimos aos donos meninos
Que a brincar nos abanassem
A polinizar ajudassem
E os ventos,
E as abelhas
Se quisessem
…Também chamassem

Este ano? Admiram-se pela abundância
A dona já nos olha de plena elegância
Espreita da cozinha e sorri-nos de contente
E, no seu olhar, é só mimos minha gente

Só cá pra nós…J C
Ela di-lo de viva voz:

_ Viva a privacidade do lado
  Viva este alegre combinado
  O verde e a frescura, neste verão
  E os frutos que eles nos dão!?

Estes elogios fortificam a nossa união…!!!

Hum…resta-nos ainda dizer…

Nossa mãe é tropical é americana
Imigrámos, porque temos muita fama
Somos um calmante puro, natural
Por aqui, não há fruto igual
Temos cálcio, fósforo e vitamina
Que o diga, a nossa dona menina!
...
Não façamos disto querela!
Mas outras frutas, não são com ela…
Nosso suco, nossa mucilagem
Mostra-lhe bem a nossa imagem
Aprecia o sabor, perfumado e agridoce              
Quem diria que assim não fosse!?
 Nosso pé,J !...tem o prazer, tem a delícia
O manifesto, da entendedora Letícia!

Se quiserdes acalmar, fortificar e ter uma vista bela
Plantai, filhos nossos, ao alcance da vossa janela…



Ofereço este poema à minha amiga bloguista, Fernanda.

Obrigada por gostar destes vaipes que me dão!:)

Beijinhos

Maria Guida Rodrigues