segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Não te vás na onda...

Não te vás na onda…

Para e olha, não te vás na onda
Abre teus olhos, ideia hedionda!

Por becos incertos, o teatro parou
Um dia mais outro e, o mundo findou
Vê outra passagem, não cortes teu elo
Isso é paragem, em frente é mais belo!

Assim acontece, por vezes na vida
Paramo-la, não querendo briga
Aí, desejamos um mundo em vão
Olha mais além, vida é caminhada
Não sabes, nem vês, a tua parada
Segue-a em frente, agarra o condão
És tua fada, tua bruxa, na tua enseada
Quero-te viva, feliz, bem armada!

Sim…és TU…Mulher

A cada sonido, tu respondes “pronto”
Teus puros sentidos repulsam revés
Dando-te aos outros, que feliz que és!
Esqueces-te de ti, para viveres o outro
Nas minhas preces, te coloco a meu lado
Esses momentos que eu quero, em calado
 Grande Mulher! Belo o nosso encontro!

Tuas ideias, jamais tu receies, de as exibir                           
As tuas pegadas, a tua essência, quanto faz sorrir!


Por becos incertos, o teatro parou
Um dia mais outro e, o mundo findou
Vê outra passagem, não cortes teu elo
Isso é paragem, em frente é mais belo!

Maria Guida

Fevereiro de 2011                                       A Ti dedico...estamos longe, mas sempre perto!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cai dos lados do céu...

Cai dos lados do céu
Esta chuva que me diz:
_A mãe terra agradeceu
Ó quanto ela está feliz!

Também eu fico encantada
Paro, me medito a sós
Com todo o seu musical
Me recordo, de meus avós

Nestes dias de enxurrada
Com eles tanto brincava
A lareira sempre ardia
E a todos nós unia

O fadista, não estava quedo
Era amigo, era brinquedo
Que botija, que pêlo macio
Eu enroscava, acariciava, com brio

A quintã era tão grande
Por todo o lado aquecida
Que cheirosa essa guarida!
O alambique perfumava
E gota a gota, pingava

Que família amada!

Lagos de alma de água
Nos olhos de meus avós
Tinham intenções tão singelas
De senti-las, ri-me a minha mágoa
Para sempre, não estou a sós
Tenho presenças tão belas

Digo isto? Sim, de viva voz!
E com o luzir de uma estrela
Oiço música, brilha-me o algeroz
É a chuva, é o amor, à minha janela...


 19 de Fevereiro 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

E aprender lá tem idade?


Diziam as lambisgóias:


Pensam que é modernice
Dizer que voltam à escola…·JJJ
 Gente velha! Tagarelice!
_ Que aprendeis a esta hora?

Respondo-lhes eu:

  Digo-vos com toda a vaidade:
_E aprender lá tem idade?
Saber mais, eu sempre quero
_ Quereis paleio mais sincero?

Por aqui…

Pessoas banais, vulgares, enriquecem
Dos saberes e convívios, que lhes oferecem
Saem do anonimato das suas vidas
Granjeiam amizades, que julgavam perdidas
Passo a passo, acompanham o progresso
Tudo contribui, para o bom sucesso…

O plano anual de actividades
Perfuma-nos de vaidades
De viagens e convivências, somos agraciados
Há leques de ofertas, variados
Viagem a Londres está prometida…
Não desistimos desta guarida!

Se a solidão e o aprender, quiseres resolver
Junta-te a nós…há que ver para crer!

Não critiques, ganha curiosidade!
Vem ao ISCE, esquece a idade!



 Para quem me pediu que o fizesse, eu o dedico, com um abraço de amizade!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Passagem mistério

Por vezes, na vida                                                      
Que nos vai de fugida
Esquecemo-nos de pensar
Que esta passagem                                    
Tem uma paragem         
Sem ter, volta a dar!

Caprichamos, exigimos e assim sofremos
Correria Egoística? … Enfim vivemos….
Debita-se fazer, afirmamo-nos lei
Personalidades fortes? Matriarcado?
Manias imperiais, hábito zangado?
Espelha-se a arte: _ ”Só eu é que sei!”               
                                                                                                         
Imperativa guarida ao tempo
E este, que não tem tento
Vai beliscando frágil ser
Corpinho forte, perfeito
Adiante, fica sem jeito
E começa a querer doer

Este mistério, lentamente, domina
Revolta, anseia, mas qual morfina!
O império está a desmoronar-se
Não vá esta nova criança lixar-se
_ Eh malta, aqui estou, como é que é?
Eu ordeno e rezo, com muita fé
Eu durmo, mas digo que não
Todos ficam em confusão
Digo que me dói o peito
Ao hospital me levam direito
_ Eu não quero estas dores
Levem-me a muitos doutores
Quero ser nova outra vez
Meu ego não se satisfez

_ Doutores, eu não consigo respirar
Na cama não me posso virar
Ai que arranjei uma boa
Feita molho, dores à toa

Hospital, local triste, causa fria
Horas de espera, quem diria!
Doentes a monte, gemem, queixam
Suas moléstias trocam, dispersam
Estou ansiosa, mas bem instalada
Numa cadeira de rodas, sentada
Empurrada, nesta embrulhada

Gabinetes médicos, na hora do jantar!
Há gritos de dor, famílias a reclamar
Eu?
Continuo forte e aqui espero, sem refilar!

Já fiz radiografia ao peito
Para verem meu defeito
A médica me veio dizer:
_ São uns ossinhos a doer
_ Oh! eu pensei estar partida,
Pois estou toda dorida
Também não oiço doutora
...
_ Eu entendo os seus gemidos
 Leva aqui uns comprimidos.                                                                   
E vai ver como melhora

Por vezes, na vida                                         
Que nos vai de fugida                                                                            
Esquecemo-nos de pensar
Que esta passagem
Tem uma paragem
Sem ter, volta a dar!                                   

13 de Fevereiro de 2011
margui

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Francisco José - Canta Guitarra Toca Baixinho

Após publicar o poema” mudar”, irei mudar também por aqui e colocar, por agora, em 1ª página, a música que me vai na alma…
Com um beijinho
margui






mudar

De manhã, quando acordei
Dei comigo a pensar:
_ Por quê gostas, tu Maria
De andar sempre a mudar?

Mudas capas, ao sofá
A cor cansou…, já não dá                                            
Não lhe mudas o seu norte
Pra não ouvir teu consorte!
Dos bibelôs esqueces arte
Retira-los, de toda a parte
Aconchega-los, com brio, no baú
Que bem visto e revisto, a olho nu
É um pequeno, grande armazém
Pra dividir e fazer feliz, alguém

Afagas e limpas, os do coração
Esses, tu não largas, não!

Também mudas de ideias
Coisas belas, coisas feias
Mente aberta e positiva
Livre de qualquer intriga
Simpatizas com porquês
Mudas, o modo como vês
Procuras, ideias para mudar
E este mundo, acompanhar

Na tua sensatez, tens manifesto…
A grandeza deste Universo

Não gostas de rotinar
Nem de quieta ficar
A quietude só te faz bem
Num silêncio mais Além
E isso só fazes…quiçá…
Quando te avalias por cá...
Tu irás sempre mudar…
Tu gostas de vaguear…


És Maria Ninguém…
Qual niquito…!?
Neste Universo Belo, Omnisciente, Infinito!

Em, 6 de Fevereiro de 2011


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Viva a música

Absorva os sons e o silêncio, no tempo
                                           Perca-se neles em cada momento…

Emerja o musical, com performance
Oiça, entranhe nele, sorria e dance             
É arte, é terapêutica, é etéreo, é militar
É teatro, é poesia, é uma força de amar
É ritmo, é melodia, é fruto educacional
Em seu corpo, nunca haverá gozo igual

Rocambolescos teatros musicais
Encante sua vida, com tais rituais
Ideia a ideia, firme, abandone a rigidez,
Como aguarela que na água se desfez
O seu presente, num ápice é lenda
Não há tempo que estaque e o defenda!

Sente, escolha a postura de lótus
Reponha os sentidos, apostos
Cobre-lhes sua inteira harmonia
Aflore cada célula, viva a melodia
Conduza a música, em seu coração
Controle sua paz… está na sua mão!

maria guida

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Jady brincalhona :)!



Jady! Brincalhona!
Seis anos de dona
Não pára, ai não
Tanta impaciência
Brincar por excelência
É o teu senão…

Também a avó…

Com tantos senãos
Ai se levava nas mãos...!
Me chamavam cabrita
Como eu era saltita!
 Passar pelo tempo, curou
E me responsabilizou...

E TU
De todos nós herdaste…
Da traquinice te enamoraste
Com tua alegria, vais assentar
E da escolinha vais gostar
Aí, vais mostrar tua arte
Cada passo vai alegrar-te
E pra ti, criança animada… J
Cada dia, vai haver alvorada!
A tua luta começa aqui
Pelo teu brio apelemos
E a teu lado, queremos
Uma luz, bem viva em TI

Bem depressa a saber ler
Pra degustar muito livro
São eles, um Melhor amigo
Que te vai fazer crescer…

                                      


Para a minha Jady, em 24 de Janeiro de 2011



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

À medida que avanço...




À medida que avanço                                                   
Há algo dentro de mim
Dessa ânsia, vou à cata
Mas salta-me a alpercata              
Não consigo ver um fim
E é sempre, sempre assim…

Nunca fico satisfeita
Fico meia contrafeita
Quero sempre, mais um lanço
Mas projectam-me em balanço
_ Não era assim que eu queria
_ Doutro modo, melhor faria…
Mas que grande confusão!
Não haverá conclusão?!

Águas - furtadas da alma, incríveis
Que nos fazem baloiçar e recordar
O que nunca, quiçá, sucedeu…
Sentem-se feitos, indefiníveis
Difíceis de catalogar…
 Será problema meu?
Olha-me eu!




O princípio para mim é cada fim…
Embrenho-me como eterno serafim!
Procurando o que mais quero fazer
 E novas derivas, eu quero haver
Há reflexos fumosos em meus óculos
Quem serão estes imbróglios?                                
Fico indagando, sigo na boleia
Mas zango-me, com cada ideia…

Ideias que me seguem, como cães fiéis
Para elas, não há controlo, nem leis
O Oceano do Tempo…
Não pára este Movimento
Devolve recordações enterradas
Segredos fechados, nas águas - furtadas!

Vida feiticeira, gramofone encantado
Onde vai, teu hipnótico perfumado?
Irradiando o silêncio da conclusão…
Ou, contradizendo a minha ilação?

maria guida
25 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Como por magia…


Olho a teu redor que também é o meu
Silencio no tempo, oro ao céu
Volto olhos à terra, a este lugar nosso
Lá em cima, as estrelas
Dão-te o que eu não posso
Sonhos de luta, para teus rebentos
Alegrias, com sabores imensos
E tu feliz por tê-las
Lutas com a vida, na tua verdade
Mexes em mim, a pura saudade
Do que é a” idade”

Três décadas passaram, no tempo
Mas… como por magia
Voaram, num ápice momento
O que ontem era, a tua folia
É hoje, a dos teus filhotes…
Que transmitem a alegria
Como a pureza dos bosques.

Que nosso ancestral seguro, caminhe
Acompanhe todas as épocas, bem firme
Valide este Universo, em próis e vitórias
Agradecemo-las! Sem vaidades vanglórias
Pois, cada exemplo simples e humilde
Coloca-nos a alma bem firme
Pontos de apoio, que a vida carece
Para, nos dar bem merecido…
…………………………………o que do mundo, se merece…


                  A vós quatro  dedico…
                                                                                      Em, 2011-01-19
maria guida
   

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sanguessugas do progresso?

Comércio de sanguessuga
Em todo o lado nos gruda
São anelídeos fadistas
A máfia que dá nas vistas

Em cada esquina há um verme
A degustar nosso sangue
Contorcem-nos, lado a lado
E nós! Lhes chamamos fado!

Sábias, virtuosas criaturas
Fazem-nos vidas duras!
E tantos, tantos que há
Nesse reino de mazá

Cada um no seu poleiro
Saídos do seu bicheiro
E vai que o Povo treme
O ataque, de modo infame!

De impostos, não há perdão
Levam graúdo quinhão
Atacam a mente e os bolsos
Com os deveres tão grossos                                     
E Zé-povinho, o que teme?
…:
_ Além do aperto do cinto,
Que angústia por dentro sinto!
Eu temo estes sugadouros…
_ Que será dos nossos vindouros?
Quero dormir descansado…
Mas…
 Há velhacos por todo o lado…

Não haverá ninguém não
Que a estes feitos, ponha mão?
Não estará este Universo,
… De velhacos também possesso?
Ou será isto o sucesso
De quem badala o progresso?

 14 de Janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Que levas na cesta?

Cesta de palha pintada
Foi ser vivo lá do quelho
Certo dia…
 O vovô de mão pesada
Ceifou-a, e fez um vincelho

Guardou o feixe, secou-o
E fez dele um habitat
Tão lindo, com duas asas,
Enfeita as nossas casas,
E tanto jeito nos dá!

Merendeiro  leva  carinho
Que colhi da minha infância
A tia-avó, seus miminhos…
Suas forças de abundância !!!

Passeia por esta terra
Com varinha de condão
Faz-nos vencer esta guerra
Em cada dia,” a nossa Nação”

margui
                       10 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Noite de reis



Boa noite, hoje eu sou rei
Meu camelo, eu vou montar
Desde o Natal não parei
Noite e dia trabalhei                                                                                
Onde me irá ele levar?

Trouxe-me a estas crianças
Que precisam de carinho
E decerto, outras andanças...
Prevejo um longo caminho…
...
Nos lares estou repousando
Encantando os meus velhotes
Suas lágrimas vão enxugando
Apertam, meus braços fortes

Hoje, não canto pelas portas
Que chouriços já não dão!
Com a crise em que estamos
Valha-nos Deus, se houver pão!

Quando era espigadote
Fogosa! esta madrugada
Agora? O povo anda triste!
O convívio foi ” à fava”.

Plos muitos, que têm fome
Ao Governo, hoje cantarei
Direi que o povo não dorme
Queremos a Lei para a Grei!


Lilases

                   
Com elas transmito                                                                                 
Com elas eu sinto
Com elas te escrevo
Com elas sem medo
Eu lanço o meu peito
E fico sem jeito
Porque
Este amor que é só teu
Teu jeito mo convenceu…

Hoje, nesta caminhada
Saboreio, a cada passo, a jornada
Agradeço ao Universo tua companhia
E para nós peço, sempre mais um dia
Nesta galáxia tudo é omnipresente
Sou tua andorinha evolvente
 E nestas andanças lilases
Os nossos sonhos são capazes
De ultrapassar este azul planeta
Amar cada passo, seja ele de embaraço
Largando ao vento, limpador do espaço
O que para nós…apenas é treta!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dois mil e onze


Mais um ano, uma medida                                                                      
Que o homem planta no tempo
Ela passa de corrida
Ficamos em desalento!

Pensamos naqueles anos
Que deixámos para trás
E bradamos “ai tiranos”
A mudança que nos faz!

Perante tais cefaleias
Sabem o que aconselho?
Livre-se dessas ideias
Não pense que está velho

Isto do tempo contar
Não é receita correcta
Andamos a baralhar
A vida que nos é certa

À mais pequena medida
Dá-lhe o devido valor
Não estragues a corrida
Cada idade tem fulgor!

Viva a vida com amor!...

margui