sábado, 29 de outubro de 2011

Cavaqueira


Naquele dia de chuva
Trazida pla ventania……
Minha cabeça pirava
Cavaquinho refilava…!
Quem diria?!...

Um projeto a vencer...
_ Como irei eu aprender?
Só quero ver…!

Fizemos disto galhofa…
E jurámos, sem batota:
_ Não piramos desta tropa.
Vamo-nos já animar
Bora lá
Vamos jantar…

Estava o grupo da pesada
Em cavaqueira animada
Que prendas! É só vaidadeJ
Bem linda a nossa amizade!
                                          
As velhas...
                                                                                                           
                                                        ...   e a tenra idade


….
Sabem quem estava lá?
Fatinha, que virou Fá!
Nome fino e pequenino
Um mimo!


Mistério!
Alguém, aqui está cifrado!
Meu dia, hoje foi um fado…J!!!
É sério....

O meu?!A minha?!
No prato às cambalhotas… 
Viria de pernas tortas?
Já não a comi direita,
Que desfeita!

O festim deixa saudade!
Fica prá posteridade…

Quem descobre o enigma
Neste docinho que prima?
Aqui fica o desafio
Neste outoninho, já frio.
Considero-vos porreiras
Não escrevam asneiras
Vossa amizade é um brio….

Vamos lá no desafio!...

Beijinhos outonais e refrescantes         

Maria Guida           

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Bailinho sénior



Esta canção é para cantar com o instrumental do bailinho da madeira (Max).

   É esta  a canção que estamos a trabalhar no cavaquinho...madre mia...com tanto baralhanço, deu-me este vaipe...deixar as coibinhas e o mar da Madera, porque eu estou a amanhar-me no Cotenente....hihihihihihihi :)

Nós somos da outra guarda, ai nós somos da outra guarda
Estão os entas a atacar, estão os entas a atacar
Mas fingimos que não vemos, mas fingimos que não vemos
Ao tempo vamos ganhar, ao tempo vamos ganhar

Vamos gozar
Esta vida qué ligeira
Em cada passo avançar
Avistar outra carreira

Não percas a tua esperança, ai não percas a tua esperança
Cada dia é renascer, cada dia é renascer
Cultivemos a bonança, cultivemos a bonança
O Bom é saber viver, o Bom é saber viver!

Vamos gozar
Esta vida qué ligeira
Em cada tropo avançar
Avistar outra carreira


maria guida



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O nosso cavaquinho

É cavaco, é braguinha ou braguinho
Cordofone lindo, nosso cavaquinho!

Nasceu num clima minhoto 
Em Braga, este maroto
Muito popular, de jeito traquino
Harmonioso e pequenino
Arranjam-lhe companhia
Pra espicaçar a alegria,
Carácter lúdico e festivo,
 O mariola…
Atiçam-no, com a amiga viola…J
Preciso, não seria...
Solista, também faz magia!
É burguês, é urbano,
Seu jeito é bacano
Tem pulgas natas
…Nas Estudantinas, …,
... E serenatas…
Patente, em qualquer tuna
No júbilo, faz fortuna…
Está nas rusgas, chulas e malhões
Enamora corações
Harmónico, saltitante, movimentado
Afasta-nos do triste fado
Chamam-lhe de rural, típico e pobre
Mas, se dor, ele encobre, é nobre
                                                                                             
Musicalmente me vai falando…
Vou-me enamorando
Embrenho na melodia
Me encanta a sua harmonia
E o ritmo?
Quanta alegria!
Com a sua sonoridade
Esqueço as dores da idade
Será que vou aprendê-lo?
E vá lá eu,  entendê-lo!

Terei essa capacidade?
A maluqueira terá idade?

Somos três, nesta energia
Brincamos com harmonia
Vale-nos a companhia
Vivas à nossa folia!





Dedico à Isaura e Fatinha, com um beijinho cavaquista.

Ehhhhhhhhhhhhhhhh….vamos nessa!
maria guida

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O sabor do silêncio, em cada partir...


Amo o silêncio, a calma, a solidão...
Vivo-os a cada momento, sem dó ou perdão
Salto cada ideia que não traga doçura
Outra era me pôs, nesta doce brandura…

      Quando era gaiata, não pensava na vida
Talvez sem ideias, andasse perdida…
                 Perdida plos tempos que me eram perpétuos
                …Perfumados de aromas e animados reflexos

Ainda sem refletir…
Vi-me partir…
Andar, andar…
Amar e trabalhar.
Caminhei tanto!
No entanto…
Da tristeza eu fugia
Sempre sorria
Se vencer queria…
Dei tudo com amor e dei duro
 Amei a todos e até cada muro!
                          Embrulhada em cada dia, noite e orvalhada
Continuei perdida…
Nos outros, embrenhada…


Depois, no tempo…
O reaver, de outros partir…
Desfolharam…
…E partiram e voaram
          Também noutra embrenharam…
Com ou sem pensar?
…Não confessaram!

Aí parei e refleti:
_Olha o tempo que percorri!
E, bem cá no fundo eu ouvi:
_Sou outra felicidade…
Esta é uma nova verdade
As tuas sementes são caravelas
Ao mundo, abrem as suas velas
E tu não vais…
        Poder ir com elas…
     Despe-te do passado, do tempo, da mocidade
Estás, noutra atmosfera, não ligues à idade
     Recupera, as horas vividas, com menos prazer
...
A vida é cada presente, fá-lo florescer!


Amo o silêncio, a calma, a solidão
Vivo-os a cada momento, sem dó ou perdão
Salto cada ideia que não traga doçura
Outra era me pôs, nesta doce brandura…

Um dia, que quero bem longe…
No alvor de outro partir
Outro belo mundo, eu irei descobrir…

 Maria Guida



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Porque vamos em balelas...



A vida do corpo é a mente
E a do pensante também
Se a agitação está presente
                                                                                                  ...Sistema não fica bem!
Porque vamos em balelas
Zangam-se todas as células
Lá está o subconsciente
A projetar-se em mazelas
Que querem trazer sequelas…

Se me zango, dói-me o estômago
E o fígado e o coração?!
… Que apertão!...
Decerto zangam-se hormonas
Em cada interconexão.
As dores querem ser donas!
Só nos geram confusão!

Desafia o tufão...grrrrrrrrrrrrrrrr

A cada dia, a cada acordar
Decide o dia, que queres ter
Eleva a tua autoestima
Só tu comandas a sina
Alegra o teu viver

Entulha e semeia apenas, um consciente positivo…
Para que o subconsciente fortaleça o teu abrigo…


Dedico àquela amiga…com um xi coração…


maria guida


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Couvinhas

Estas minorcas couvinhas
Vieram lá da Malveira
Agora vê se adivinhas
Quem se perdeu lá na feira!
Tudo coisa da hortaliça
Chiça!

Diz o Zé para  a Maria:
_Aguarda aqui que já venho
Vou pô-las na bagageira
Seis molhinhos…cum dianho

Então lá fica a Maria
Cu olhar pelas bancadas
Foi andando, foi andando
E lá se foi descuidando…
Resmas de gente, às molhadas
Quando se lembra do Zé
Os nervos ficam em pé
Qual o sítio combinado?
Ele virá de qual lado?

Perdida dei umas voltas
Lá o encontrei bem zangado
Eu que nunca gostei de feira
Deu-me pra ir cum diabo
Por causa destas couvinhas
Foi dia de refilanço
Despejámos as medidas
Cada um, cu seu picanço

Mas a bravura passou
Na terra, as cujas espetou
Com muita calma as regou
E quem passava as mirou!

Agora ?
Rimo-nos de tanta paródia
E vem logo à memória
Essa engraçadinha história
Veio a couve portuguesa
Veio o coração de boi
Brócolos e couve nabinha
Vim eu com a gentileza
De contar como foi
Este dia na feirinha

Uma brincadeira categórica
Que passa a ficar histórica

Quando abro a janela
É vê-las arrebitar…
E parece que nos dizem:
_Na feira vos fiz zangar…J
Como lembro esta partidaJ
Nesta hortinha garrida!

Zézinho é delas, amigo
Não se esquece de as regar
…E não tarda muito a sachar!
…Até lhe incha o umbigo…J
Em breve as vai apanhar!

Reconheço…
Tem razão...
Biológicas e fresquinhas
Que bom é tê-las à mão!

Beijinhos hortícolas
                                       maria guida

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sou pé de maracujá, maracujazeiro:)


Sou pé de maracujá, maracujazeiro
Sou Planta empolgada neste poleiro!
Sou invasora, arbustiva e vigorosa
Para o povo, e com razão
Minha flor é a da paixão…
Supera a vermelha rosa…
Curiosos?
Ansiosas por novidades?
Muito bem, cuscas comadres
Minha sebe vos tem seduzido
 Bem oiço…
Mas, faço-me despercebido!

Por que, não me vedes as flores?                     
A primavera foi-se, meus Amores!J
Foram de beleza exótica, perfumadas
Quiçá, vos deixassem inebriadas! J

Pareço um arbusto só?
Enganam-se, tenham lá dó
Estou agarradinho à minha companheira
Uma  J maracujá, casca fina, tipa porreira
Somos amigos, mas de sangues diferentes
Beijocamos e florescemos contentes J

Para nosso fruto poderdes ver
Polinização é imperativo fazer!

Quando nos juntaram, éramos putos!
Conseguimos dar apenas, dois frutos.
…Ui…
Resmas de curiosos espreitavam, cuscavam
A rede e o muro também nos ralhavam

E os donos!? Mesmo muito desiludidos!
Tivemos que lhes dar ouvidos…              
Virámos projetos astutos
Parecíamos dois malucos…
Pedimos aos donos meninos
Que a brincar nos abanassem
A polinizar ajudassem
E os ventos,
E as abelhas
Se quisessem
…Também chamassem

Este ano? Admiram-se pela abundância
A dona já nos olha de plena elegância
Espreita da cozinha e sorri-nos de contente
E, no seu olhar, é só mimos minha gente

Só cá pra nós…J C
Ela di-lo de viva voz:

_ Viva a privacidade do lado
  Viva este alegre combinado
  O verde e a frescura, neste verão
  E os frutos que eles nos dão!?

Estes elogios fortificam a nossa união…!!!

Hum…resta-nos ainda dizer…

Nossa mãe é tropical é americana
Imigrámos, porque temos muita fama
Somos um calmante puro, natural
Por aqui, não há fruto igual
Temos cálcio, fósforo e vitamina
Que o diga, a nossa dona menina!
...
Não façamos disto querela!
Mas outras frutas, não são com ela…
Nosso suco, nossa mucilagem
Mostra-lhe bem a nossa imagem
Aprecia o sabor, perfumado e agridoce              
Quem diria que assim não fosse!?
 Nosso pé,J !...tem o prazer, tem a delícia
O manifesto, da entendedora Letícia!

Se quiserdes acalmar, fortificar e ter uma vista bela
Plantai, filhos nossos, ao alcance da vossa janela…



Ofereço este poema à minha amiga bloguista, Fernanda.

Obrigada por gostar destes vaipes que me dão!:)

Beijinhos

Maria Guida Rodrigues






sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Regresso de novo à festa


                                                                                   
Saboreei estas férias
Regresso de novo à festa
Nada rende, sem descanso
Homessa!

Voo à escola, de novo
Neste outono, neste povo
Trago euforias na pasta
Saudades muitas, que basta!
                                                              Reencontro os presentes
                                                                                                 Vejo-os felizes, contentes
Amigas, falam comigo;
…sente-se frescura, aqui
Viço da vida que eu sigo
Neste espaço que sorri

            Embrenho  neste ambiente                            
           Que será que cada um sente?
                                        E de mim, que posso dar?
                                    Será a brisa de Outono
                                    Ou será meu disfarçar
                                    Pla felicidade de estar?
Outro ano começou
Tudo se renovou
Cada olhar, cada conversa
É acariciada sem pressa
Aqui temos nova jornada
Roda “VIDA”tão ordenada!
Já espreita outra invernada
Com outro Natal, rabanada…
Nesta essência subordinada
...                                                         
Dispamos os preconceitos
Mostremos os nossos feitos
Ser sénior é estar presente
É degustar,
… Cada folha da vida
…Contente
…Se repartida

Aceitemo-nos em cada virada
Esta roda tem” tudo” em momentos
Que não pedem consentimentos
Querem-te, é, bem encarado(a)!
...
Vem à escola
Expulsa o vazio
Não fiques apeado(a)!


Desejo um feliz ano, aos amigos e conhecidos
E a mesma equidade, para os novos admitidos.

                                               Ofereço este poema à amiga Benítez.
                                        
                                               
Obrigada pela tua frescura.Vale!!! :) :) :)
Maria Guida

domingo, 11 de setembro de 2011

Marmelada rápida


Fruto cheiroso e amarelo
Marmelada de marmelo!?
Todos anos, ai me espera
Mas paciência, é que é ela…

Como não sou monja, não
Vai de panela de pressão
Que já não tenho paciência
Pra mostrar tanta ciência
E numa boa meia hora
Tenho marmelada fora
Vivo perto do Mosteiro                          
De onde era a mais famosa
E eu também sou briosa…
Mas falta-me o tabuleiro
O papel e a aguardente
Então vejam minha gente
Não a meto em tigelinha
Fica bem numa caixinha
Eu congelo e tá porreiro

…Fresquinha o ano inteiro…




 
Beijinhos doces
maria guida

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Amigas andorinhas


No beiral de minha casa
Não me faltam as visitas
Até me enfeitam varandas
Com umas prendas esquisitas

Cada vez que chego, eu limpo
E lhes lanço um olá
Elas pensam que eu brinco
E outra vez, sujo está

Seu ninho, bonita taça ,
Perfeição feita de lama
Nem o melhor arquiteto
 Goza o feito desta fama

O chilreio do senhor macho
Suaves chirps melodiosos
Não lhe é um berbicacho
Deixa a todos curiosos…


No seu jeito caracol                                    
Despedem-se do por do sol
Voam em redor da igreja
Que liberdade, que inveja!
De uropígio e inferior branco
Mostram no voo um encanto
Contrasta o preto - azulado
Adoro vê-las, por todo o lado…

Estendi-me na varanda
Calei-me de propaganda
Fotografei o encantamento
Bem no preciso momento
Com biquinho arregalado
E de olhar ternurento
Lá estava o filhote
Um pouco já crescidote
À espera de alimento

O Divino alimenta…!
A humildade e alegria!
É fonte de crescimento…    
 
Nessa noite eu sonhei  ...      
Ter asas, saber voar
Da liberdade gostei
Difícil foi acordar…
...
Desta concórdia
Desta bem-aventurança
Desta paz de DEUS
Tranquila e mansa!
maria guida

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O meu recanto


O meu recanto...                               
Aqui nasci, aqui cresci…


Ainda há pouco, era criança
Sonhava coisas de esperança
Para onde vou?
De onde venho?
O tempo tem que tamanho?
Coisas do dianho!

Um dia parti
Mas não fugi
Os meus caminhos trilhei…
Novos mundos eu ganhei
Nunca abalei…
Andei, divaguei…continuarei…
 …Em tantos “ agora ”
Eu voltei e voltarei…
Novamente agora,
Aqui,…
Que coisa! Eu parei.
Bloqueei…
E…Acordada…Sonhei

O futuro, eu não o sei
O passado, agora, eu recordei
Cada minuto dele, eu amei
Saudades gratas, aqui e agora
 Eu chorei

Tudo partiu…
Hoje sou única a olhar este espaço
Cheiro este lugar e sinto embaraço
Cada fruto biológico é ternurento
Ervas e plantas anseiam tratamento
Mas como é que eu aguento?

Os avós, a quinta, a família, os animais
A felicidade que desejo aos demais…
Tudo a meu redor é sintonia
Um misto de tristeza, chorando alegria!
Aqui fundei os meus valores
Aqui, agora,
Agradeço esses favores…




maria guida

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O meu bolinho


Ingredientes:

Grandes! seis ovos XL
Não comprados a granel
...
E para textura briosa
Dois iogurtes “mimosa”
Seu aroma de ananás
Melhor sabor se apraz…!
...
Três medidas de farinha
Branca de neve,
Embalagem azulinha.
...
Açúcar, também três medidas
Um pouco, pró mal enchidas
...
Meia medida de manteiga
Matinal e magra, se queira
...
Niquinho de fermento e sal
Paladar pró desigual

Vamos a ele:

Bato as gemas,
Com duas medidas de açúcar
Sempre a rodar, sempre a dar
Vai manteiga, a farinha e fermento
E não me posso cansar
A seguir, o sal e os iogurtes
Mexo bem, nada de truques

Outra etapa:

Claras, fresquinhas*, batidas em castelo
Fica um monte, branco e belo
Adiciono, o açúcar restante
Bato mais,... merengue elegante!

Envolvo este branco encantado
À massa que aguarda ao lado
Cai na forma bem untada
E muito bem enfarinhada

Uns 40 m, 180º, o forno
Dá gosto, vê-lo crescer,
Desejo de se comer…
Mas deixe que fique morno!


*quando separa as gemas, colocam-se de imediato as claras no frigorífico, até serem batidas.

maria guida