quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Porque vamos em balelas...



A vida do corpo é a mente
E a do pensante também
Se a agitação está presente
                                                                                                  ...Sistema não fica bem!
Porque vamos em balelas
Zangam-se todas as células
Lá está o subconsciente
A projetar-se em mazelas
Que querem trazer sequelas…

Se me zango, dói-me o estômago
E o fígado e o coração?!
… Que apertão!...
Decerto zangam-se hormonas
Em cada interconexão.
As dores querem ser donas!
Só nos geram confusão!

Desafia o tufão...grrrrrrrrrrrrrrrr

A cada dia, a cada acordar
Decide o dia, que queres ter
Eleva a tua autoestima
Só tu comandas a sina
Alegra o teu viver

Entulha e semeia apenas, um consciente positivo…
Para que o subconsciente fortaleça o teu abrigo…


Dedico àquela amiga…com um xi coração…


maria guida


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Couvinhas

Estas minorcas couvinhas
Vieram lá da Malveira
Agora vê se adivinhas
Quem se perdeu lá na feira!
Tudo coisa da hortaliça
Chiça!

Diz o Zé para  a Maria:
_Aguarda aqui que já venho
Vou pô-las na bagageira
Seis molhinhos…cum dianho

Então lá fica a Maria
Cu olhar pelas bancadas
Foi andando, foi andando
E lá se foi descuidando…
Resmas de gente, às molhadas
Quando se lembra do Zé
Os nervos ficam em pé
Qual o sítio combinado?
Ele virá de qual lado?

Perdida dei umas voltas
Lá o encontrei bem zangado
Eu que nunca gostei de feira
Deu-me pra ir cum diabo
Por causa destas couvinhas
Foi dia de refilanço
Despejámos as medidas
Cada um, cu seu picanço

Mas a bravura passou
Na terra, as cujas espetou
Com muita calma as regou
E quem passava as mirou!

Agora ?
Rimo-nos de tanta paródia
E vem logo à memória
Essa engraçadinha história
Veio a couve portuguesa
Veio o coração de boi
Brócolos e couve nabinha
Vim eu com a gentileza
De contar como foi
Este dia na feirinha

Uma brincadeira categórica
Que passa a ficar histórica

Quando abro a janela
É vê-las arrebitar…
E parece que nos dizem:
_Na feira vos fiz zangar…J
Como lembro esta partidaJ
Nesta hortinha garrida!

Zézinho é delas, amigo
Não se esquece de as regar
…E não tarda muito a sachar!
…Até lhe incha o umbigo…J
Em breve as vai apanhar!

Reconheço…
Tem razão...
Biológicas e fresquinhas
Que bom é tê-las à mão!

Beijinhos hortícolas
                                       maria guida

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sou pé de maracujá, maracujazeiro:)


Sou pé de maracujá, maracujazeiro
Sou Planta empolgada neste poleiro!
Sou invasora, arbustiva e vigorosa
Para o povo, e com razão
Minha flor é a da paixão…
Supera a vermelha rosa…
Curiosos?
Ansiosas por novidades?
Muito bem, cuscas comadres
Minha sebe vos tem seduzido
 Bem oiço…
Mas, faço-me despercebido!

Por que, não me vedes as flores?                     
A primavera foi-se, meus Amores!J
Foram de beleza exótica, perfumadas
Quiçá, vos deixassem inebriadas! J

Pareço um arbusto só?
Enganam-se, tenham lá dó
Estou agarradinho à minha companheira
Uma  J maracujá, casca fina, tipa porreira
Somos amigos, mas de sangues diferentes
Beijocamos e florescemos contentes J

Para nosso fruto poderdes ver
Polinização é imperativo fazer!

Quando nos juntaram, éramos putos!
Conseguimos dar apenas, dois frutos.
…Ui…
Resmas de curiosos espreitavam, cuscavam
A rede e o muro também nos ralhavam

E os donos!? Mesmo muito desiludidos!
Tivemos que lhes dar ouvidos…              
Virámos projetos astutos
Parecíamos dois malucos…
Pedimos aos donos meninos
Que a brincar nos abanassem
A polinizar ajudassem
E os ventos,
E as abelhas
Se quisessem
…Também chamassem

Este ano? Admiram-se pela abundância
A dona já nos olha de plena elegância
Espreita da cozinha e sorri-nos de contente
E, no seu olhar, é só mimos minha gente

Só cá pra nós…J C
Ela di-lo de viva voz:

_ Viva a privacidade do lado
  Viva este alegre combinado
  O verde e a frescura, neste verão
  E os frutos que eles nos dão!?

Estes elogios fortificam a nossa união…!!!

Hum…resta-nos ainda dizer…

Nossa mãe é tropical é americana
Imigrámos, porque temos muita fama
Somos um calmante puro, natural
Por aqui, não há fruto igual
Temos cálcio, fósforo e vitamina
Que o diga, a nossa dona menina!
...
Não façamos disto querela!
Mas outras frutas, não são com ela…
Nosso suco, nossa mucilagem
Mostra-lhe bem a nossa imagem
Aprecia o sabor, perfumado e agridoce              
Quem diria que assim não fosse!?
 Nosso pé,J !...tem o prazer, tem a delícia
O manifesto, da entendedora Letícia!

Se quiserdes acalmar, fortificar e ter uma vista bela
Plantai, filhos nossos, ao alcance da vossa janela…



Ofereço este poema à minha amiga bloguista, Fernanda.

Obrigada por gostar destes vaipes que me dão!:)

Beijinhos

Maria Guida Rodrigues






sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Regresso de novo à festa


                                                                                   
Saboreei estas férias
Regresso de novo à festa
Nada rende, sem descanso
Homessa!

Voo à escola, de novo
Neste outono, neste povo
Trago euforias na pasta
Saudades muitas, que basta!
                                                              Reencontro os presentes
                                                                                                 Vejo-os felizes, contentes
Amigas, falam comigo;
…sente-se frescura, aqui
Viço da vida que eu sigo
Neste espaço que sorri

            Embrenho  neste ambiente                            
           Que será que cada um sente?
                                        E de mim, que posso dar?
                                    Será a brisa de Outono
                                    Ou será meu disfarçar
                                    Pla felicidade de estar?
Outro ano começou
Tudo se renovou
Cada olhar, cada conversa
É acariciada sem pressa
Aqui temos nova jornada
Roda “VIDA”tão ordenada!
Já espreita outra invernada
Com outro Natal, rabanada…
Nesta essência subordinada
...                                                         
Dispamos os preconceitos
Mostremos os nossos feitos
Ser sénior é estar presente
É degustar,
… Cada folha da vida
…Contente
…Se repartida

Aceitemo-nos em cada virada
Esta roda tem” tudo” em momentos
Que não pedem consentimentos
Querem-te, é, bem encarado(a)!
...
Vem à escola
Expulsa o vazio
Não fiques apeado(a)!


Desejo um feliz ano, aos amigos e conhecidos
E a mesma equidade, para os novos admitidos.

                                               Ofereço este poema à amiga Benítez.
                                        
                                               
Obrigada pela tua frescura.Vale!!! :) :) :)
Maria Guida

domingo, 11 de setembro de 2011

Marmelada rápida


Fruto cheiroso e amarelo
Marmelada de marmelo!?
Todos anos, ai me espera
Mas paciência, é que é ela…

Como não sou monja, não
Vai de panela de pressão
Que já não tenho paciência
Pra mostrar tanta ciência
E numa boa meia hora
Tenho marmelada fora
Vivo perto do Mosteiro                          
De onde era a mais famosa
E eu também sou briosa…
Mas falta-me o tabuleiro
O papel e a aguardente
Então vejam minha gente
Não a meto em tigelinha
Fica bem numa caixinha
Eu congelo e tá porreiro

…Fresquinha o ano inteiro…




 
Beijinhos doces
maria guida

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Amigas andorinhas


No beiral de minha casa
Não me faltam as visitas
Até me enfeitam varandas
Com umas prendas esquisitas

Cada vez que chego, eu limpo
E lhes lanço um olá
Elas pensam que eu brinco
E outra vez, sujo está

Seu ninho, bonita taça ,
Perfeição feita de lama
Nem o melhor arquiteto
 Goza o feito desta fama

O chilreio do senhor macho
Suaves chirps melodiosos
Não lhe é um berbicacho
Deixa a todos curiosos…


No seu jeito caracol                                    
Despedem-se do por do sol
Voam em redor da igreja
Que liberdade, que inveja!
De uropígio e inferior branco
Mostram no voo um encanto
Contrasta o preto - azulado
Adoro vê-las, por todo o lado…

Estendi-me na varanda
Calei-me de propaganda
Fotografei o encantamento
Bem no preciso momento
Com biquinho arregalado
E de olhar ternurento
Lá estava o filhote
Um pouco já crescidote
À espera de alimento

O Divino alimenta…!
A humildade e alegria!
É fonte de crescimento…    
 
Nessa noite eu sonhei  ...      
Ter asas, saber voar
Da liberdade gostei
Difícil foi acordar…
...
Desta concórdia
Desta bem-aventurança
Desta paz de DEUS
Tranquila e mansa!
maria guida

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O meu recanto


O meu recanto...                               
Aqui nasci, aqui cresci…


Ainda há pouco, era criança
Sonhava coisas de esperança
Para onde vou?
De onde venho?
O tempo tem que tamanho?
Coisas do dianho!

Um dia parti
Mas não fugi
Os meus caminhos trilhei…
Novos mundos eu ganhei
Nunca abalei…
Andei, divaguei…continuarei…
 …Em tantos “ agora ”
Eu voltei e voltarei…
Novamente agora,
Aqui,…
Que coisa! Eu parei.
Bloqueei…
E…Acordada…Sonhei

O futuro, eu não o sei
O passado, agora, eu recordei
Cada minuto dele, eu amei
Saudades gratas, aqui e agora
 Eu chorei

Tudo partiu…
Hoje sou única a olhar este espaço
Cheiro este lugar e sinto embaraço
Cada fruto biológico é ternurento
Ervas e plantas anseiam tratamento
Mas como é que eu aguento?

Os avós, a quinta, a família, os animais
A felicidade que desejo aos demais…
Tudo a meu redor é sintonia
Um misto de tristeza, chorando alegria!
Aqui fundei os meus valores
Aqui, agora,
Agradeço esses favores…




maria guida

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O meu bolinho


Ingredientes:

Grandes! seis ovos XL
Não comprados a granel
...
E para textura briosa
Dois iogurtes “mimosa”
Seu aroma de ananás
Melhor sabor se apraz…!
...
Três medidas de farinha
Branca de neve,
Embalagem azulinha.
...
Açúcar, também três medidas
Um pouco, pró mal enchidas
...
Meia medida de manteiga
Matinal e magra, se queira
...
Niquinho de fermento e sal
Paladar pró desigual

Vamos a ele:

Bato as gemas,
Com duas medidas de açúcar
Sempre a rodar, sempre a dar
Vai manteiga, a farinha e fermento
E não me posso cansar
A seguir, o sal e os iogurtes
Mexo bem, nada de truques

Outra etapa:

Claras, fresquinhas*, batidas em castelo
Fica um monte, branco e belo
Adiciono, o açúcar restante
Bato mais,... merengue elegante!

Envolvo este branco encantado
À massa que aguarda ao lado
Cai na forma bem untada
E muito bem enfarinhada

Uns 40 m, 180º, o forno
Dá gosto, vê-lo crescer,
Desejo de se comer…
Mas deixe que fique morno!


*quando separa as gemas, colocam-se de imediato as claras no frigorífico, até serem batidas.

maria guida

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Temos o dom

Na minha mente, sinto uma fortaleza
Que abalroa, a física fraqueza…!
Temos o dom de construir cada presente!
Construamo-lo tão feliz, como ele é de diferente.
Temos dias de autoestrada  excecional
Temos dias de acanhado trilho pedonal
Mal sintamos trupe de prováveis predadores,
Afastemo-nos das garras, dessas possíveis dores
Há égides que à estrada principal, nos convergem
A alegria de viver, os escudos que nos protegem
Vamos acordar, respirar fundo, ouvindo o coração
Expirar maus pensamentos, frutos de ocasião
Inspirar e agradecer, o que se é e o que se tem
Nada acontece por acaso, tudo vem por bem
Viva e sinta cada minuto da sua existência
Máxima de vida, para lá da simples tendência
Procure a paz, mesmo nos momentos agitados
Busque ambientes calmos, limpos e arejados
À noite, o brilho da lua e das estrelas mostra-nos a liberdade
De podermos sentir, os “Ínfimo” que somos, na verdade          
Amemo-nos e ame-se nesta espiritualidade!
Nesta jornada
Que não para
Que gira e avança
Como faz cada criança…
Temos o dom de construir cada presente!
Construamo-lo tão feliz, como ele é de diferente.
maria guida

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

...marcas que ficam...


Com que doçura me olhava
Música tranquila escutava
Dizia que relaxava…
E tão doce me confessava:

«Ponho-me a idear, a imaginar…
…A gravidade a orbitar
Leva o meu corpo a girar
Interiorizo apenas meu  ” eu”
Mas nada disto ainda valeu!

Minha amiga mente,
Estraga esfera de ação
Cada repente
Gera nova confusão…
Ehhhhhhhhh …a mente sempre a girar
É a mercearia a chamar
É a hora do cozinhar
É a casa para arrumar
É a roupa para passar
É o dever a girar»

Não conseguia, dominar seu pensamento
A tarefa de fazer a lida, a cada momento!
Batia-se e falava-me deste encantamento
Perpétua! A marca de seu julgamento:
                                                                            
«  _ Não, não adianta!
 Meu outro tempo me encanta!
Fora uma vida de entregas
Ao trabalho, à casa…
A todos e às panelas
Mudar minha asa?
Agora?
É que iam ser elas!

Não me iria habituar
Isto para mim é viver
É ser AMIGA a valer
Deixai-me ser eu,
É assim que eu quero AMAR!
Relaxo com a música? _ Ai isso, sim!
Relaxo...
... para dar mais, de mim!»


Dedico a alguém que me mostrava este testemunho, tão dedicado de amor…!

maria guida

sábado, 13 de agosto de 2011

Hoje te batizam Tomás!



Hoje te batizam Tomás J

Numa expressão de autenticidade…

Hoje, te conduzem na esperança
De uma vida de confiança
De bonança…

Hoje, te conduzem para a Verdade
Vínculo de justiça, paz e dignidade
Liame eterno, entre zelo e alegria
Na força, dessa luz, que te alumia…

Hoje, te transmitem a vivência, o ânimo na fé
A convivência com teu Deus,
Em cada dia
 A cada manhã…

Hoje e para sempre...

Te dedico, bem crente:
Uma carreira de integridade
Uma vida plena de Liberdade

E a alegria da nossa amizade!


maria guida




terça-feira, 9 de agosto de 2011

Na vida tudo se cruza


Tive o meu tempo pra criar meu lar
Segui os passos de meus filhos a voar
Hoje, já sinto o pairar dos netos
Tenho no “agora”, meus olhos mais despertos

Delícia, no sorriso destas crianças
Deleite, nos gritos de alegria
No silêncio destas andanças
Cada momento é magia…
Irei continuar a viajar, …
…Neste Universo, neste lar…
Quero apreciar o dom de viver
Acordar cada manhã a crer
Que há coisas que eu nunca via
Porque o correr da vida me imbuía
...
Que o Mundo, também está no meu lugar
E há coisas que eu quero validar

Vou explorar outras maravilhas
Vou saborear outras trilhas

Na vida tudo se cruza                                               
Até a lua é amiga, é intrusa
Este mundo avança, … encanta
Cada momento, mais me espanta!
                                                              
… Doce a visita de quarto crescente,                    
A sobrevoar lá longe, o mar
_ Dá-me forças meu Universo
 Neste chão duro, emerso
 Pra com ela meditar

Do manto preto me espanto
Só oiço os grilos no campo…:
_ Onde está o teu luar?
De mimar?

_ Avança, projeta…
  A vida não é coisa em vão
 Continua o teu trajeto
 Vê-lo-ás noutra estação
_ Aprecia o dom de viver
Acorda cada manhã a crer
Que outra vida diferente vais apreciar
Imbui-te nela, tu, agora
Abraça-a sem demora
Mostra ao mundo o teu Lugar…

Maria Guida








quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O meu docinho


O meu docinho de tomate…meu e do meu quintal...
Começou o um de Agosto
E até parece que é Outono
O dia acordou muito fosco
E o meu coração está morno

Na cesta empolga o tomate
Vai daí eu sonho arte
A mania de cozinhar
Meu ego vem acalmar
Não é tarde, nem é cedo
Tomate não mete medo

_ Vamos, amigo tomatinho
Já me cheira ao teu docinho

Um quilinho de açúcar…
_ E quanto pesas tomate?

_ Peso mais trezentos gramas
Do” a mais” eu ganho famas
Muito açúcar, só faz mal!
Não gosto de peso igual…
_ Hum e junto pau de canela?
_ Claro! Dois pra dentro da panela.

Com o fogo bem lentinho
E mexendo devagarinho
Cá tive para umas horasJJJ
O apurado tem demoras!

Como eu adoro fazer
O que a famelga vai comer…!


Maria Guida