sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sanguessugas do progresso?

Comércio de sanguessuga
Em todo o lado nos gruda
São anelídeos fadistas
A máfia que dá nas vistas

Em cada esquina há um verme
A degustar nosso sangue
Contorcem-nos, lado a lado
E nós! Lhes chamamos fado!

Sábias, virtuosas criaturas
Fazem-nos vidas duras!
E tantos, tantos que há
Nesse reino de mazá

Cada um no seu poleiro
Saídos do seu bicheiro
E vai que o Povo treme
O ataque, de modo infame!

De impostos, não há perdão
Levam graúdo quinhão
Atacam a mente e os bolsos
Com os deveres tão grossos                                     
E Zé-povinho, o que teme?
…:
_ Além do aperto do cinto,
Que angústia por dentro sinto!
Eu temo estes sugadouros…
_ Que será dos nossos vindouros?
Quero dormir descansado…
Mas…
 Há velhacos por todo o lado…

Não haverá ninguém não
Que a estes feitos, ponha mão?
Não estará este Universo,
… De velhacos também possesso?
Ou será isto o sucesso
De quem badala o progresso?

 14 de Janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Que levas na cesta?

Cesta de palha pintada
Foi ser vivo lá do quelho
Certo dia…
 O vovô de mão pesada
Ceifou-a, e fez um vincelho

Guardou o feixe, secou-o
E fez dele um habitat
Tão lindo, com duas asas,
Enfeita as nossas casas,
E tanto jeito nos dá!

Merendeiro  leva  carinho
Que colhi da minha infância
A tia-avó, seus miminhos…
Suas forças de abundância !!!

Passeia por esta terra
Com varinha de condão
Faz-nos vencer esta guerra
Em cada dia,” a nossa Nação”

margui
                       10 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Noite de reis



Boa noite, hoje eu sou rei
Meu camelo, eu vou montar
Desde o Natal não parei
Noite e dia trabalhei                                                                                
Onde me irá ele levar?

Trouxe-me a estas crianças
Que precisam de carinho
E decerto, outras andanças...
Prevejo um longo caminho…
...
Nos lares estou repousando
Encantando os meus velhotes
Suas lágrimas vão enxugando
Apertam, meus braços fortes

Hoje, não canto pelas portas
Que chouriços já não dão!
Com a crise em que estamos
Valha-nos Deus, se houver pão!

Quando era espigadote
Fogosa! esta madrugada
Agora? O povo anda triste!
O convívio foi ” à fava”.

Plos muitos, que têm fome
Ao Governo, hoje cantarei
Direi que o povo não dorme
Queremos a Lei para a Grei!


Lilases

                   
Com elas transmito                                                                                 
Com elas eu sinto
Com elas te escrevo
Com elas sem medo
Eu lanço o meu peito
E fico sem jeito
Porque
Este amor que é só teu
Teu jeito mo convenceu…

Hoje, nesta caminhada
Saboreio, a cada passo, a jornada
Agradeço ao Universo tua companhia
E para nós peço, sempre mais um dia
Nesta galáxia tudo é omnipresente
Sou tua andorinha evolvente
 E nestas andanças lilases
Os nossos sonhos são capazes
De ultrapassar este azul planeta
Amar cada passo, seja ele de embaraço
Largando ao vento, limpador do espaço
O que para nós…apenas é treta!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dois mil e onze


Mais um ano, uma medida                                                                      
Que o homem planta no tempo
Ela passa de corrida
Ficamos em desalento!

Pensamos naqueles anos
Que deixámos para trás
E bradamos “ai tiranos”
A mudança que nos faz!

Perante tais cefaleias
Sabem o que aconselho?
Livre-se dessas ideias
Não pense que está velho

Isto do tempo contar
Não é receita correcta
Andamos a baralhar
A vida que nos é certa

À mais pequena medida
Dá-lhe o devido valor
Não estragues a corrida
Cada idade tem fulgor!

Viva a vida com amor!...

margui

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

...momento...

26
Ubiquidades energéticas universais
E o melhor sumo de tantos natais!

Chegaste!” futuro” das incógnitas                                          Simplesmente para Ti...
Dançamo-lo ambas, nestas órbitas
E a partir deste tão belo momento…                                                                        Simples...
Nosso espaço comum é um convento
Saboreamos, cada lance nele, a fundo
E vamos referenciando o mundo…

Gosto “teu ar refilona”
De seres de ti “tua dona”
De mostrares estar farta
A quem, por criança, te trata
És tu que voas, com os dias
E eu odeio estas teimosias
São repetitivos presentes…
Que eu queria ver ausentes
Porque, quero parar o tempo…
Quero sempre este convento!
…Onde e por
Onde teu ar de criança
Me dá azo de esperança
Em contigo, poder dividir
O que a vida me faz sorrir

Um momento de dois e seis…que contarias!?
Amor, Amizade numa mãozinha de dias

…Que se perpetuem no eterno infinito...
Eu e tu…e… #TENHO DITO#.
                                                              31 DEC 2010
margui

domingo, 26 de dezembro de 2010

Natal sempre!


Jesus Cristo anunciou
O Bem e o seu Valor
Por ELES nasceu e lutou
Conquistando o amor
Alegrias… muitas mais
ELE nos quis transmitir
Em cada dia… natais
E o sorriso de partir…

No seu mundo inopinado
Tudo foi maravilhado!
…Mas…
Nesta passagem por aqui
Em paragens ocasionais
Acreditem que não vi
Em todos os dias, natais

Basta olhar a comunicação
Que notícias vejo eu?
Notícias de maldição
Que fazem bradar meu céu

Os Bens, uma ninharia
Os males sempre em excesso
Por quê, só a porcaria,
Parece fazer sucesso?

Quais as éticas do progresso?
E as Mais-valias do crescer?
Dêem – nas, façam sucesso!
Os jovens, o futuro, vão merecer!

Eu quero Natal, amanhã
Eu quero Natal, sempre
Porque nasce cada manhã:
- Não pode! Natal estar ausente!

E Só UM DIA “ parecer” diferente!

Abramos os olhos ao mundo, minha gente!

Em, 25 dec 2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

...Lá para os lados de Belém...


Tertúlia  de Carlos Moura, na Sociedade Musical Odivelense.
Peça sob autoria e orientação de Lídia Dias.

Alunos Séniores do ISCE


Tertúlia  de Carlos Moura, na Sociedade Musical Odivelense.
Peça sob autoria e orientação de Lídia Dias.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Maria Coragem


Naqueles bastidores
Após tantas dores…
Cansada e Feliz, estava Maria
Sorrindo, … que eu via…
                                                                           
Contemplando-a, José
Emanava sua fé
E eu, velha e cansada
Por ajuda ansiava
Fui bem de mansinho
Poisei-lhe o bracinho
Fitei viva imagem
Contei-lhe meu medo
Me deu, sua coragem
Seu singelo” segredo”

Seu companheiro, olhou
Ao ver-nos felizes, raiou
…Embora não falasse
Entendi, que eu partilhasse
Este segredo de Amor
Que ELA me pôs ao dispor:
Esta vida é uma viagem
Assente, em rio sem margem
Vacilantes dias, novos horizontes
Colhemo-los, por tantas fontes
Mas a CORAGEM nos presta
A que tudo façamos festa
                                                                                                                                                                                         
Assim eu percebi:
Esta nossa reinação é trabalho, é união
Colhemo-la na escola do CORAÇÃO
Cada dia, uma mais feliz conquista
...
No ISCE, que a AMIZADE persista …

                                                                                   Dedico a todos os amigos da minha escolinha...
21 DEC 2010

 margui

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Abram olhos fotográficos

Abram olhos fotográficos                             
Ao nosso mundo de mágicos
Magia do sol, que após chuva
Nos enobrece e perturba

Perturba-nos de alegria
E cria em nós a magia…
Seus raios acarinhando
Outro ânimo nos vai dando
Incita-nos a descobrir
Quem, por bem, nos faz sorrir…
No parque encontro a criança
Saltando nacos de esperança
E o sénior com bengala
Recorda-se a admirá-la
De suas vidas passadas
Nostalgias encantadas…

Chega-se ela de mansinho
E prega-lhe um carinho
Enleia-se em seu pescoço
E na face, lhe deu chocho
Ele feliz e contente
Abraça-a sorridente
E era tamanha a alegria
Tanta lágrima corria…
                                  
Este encanto geracional
Duas vidas por igual
Uma recente, outra mais gasta
Nos ditos, puseram basta
 ...
E mostraram a todo o mundo
Quanta estima, quão profundo!
... 
Não eram avô e neto
Nem familiares por certo
É uma ética de vida...
Que merece ser sentida!

Como esta…
Tanta criança já fora
Uma melhor professora

Não acreditem em ódios
Não façam deles os pódios
Mostrem a cada humano
Que nem tudo é profano
Há quem dê e receba amor
Ontem, hoje e sempre…
                                          Aqui, ou aonde for
     
margui     dec 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Natal

Natal

Fala-se de novo em Natal
Por estes locais, pouca luz
A miséria bem se estende
Apetece gritar: _ Jesus

Um dia, por aqui passaste
Enfrentaste trevas, perigo
Reenvia-nos tua arte…
Esse “SER” é Imperativo!

Dói! Dói, quando vejo a tristeza
Pranto, em cada olhar, sem refeição
É água, mui salgada em cada mesa
Mirrando alma, sem dó, sem pão!

Tu sabes:

A miséria, vil e torpe, se abre
Mas ninguém a escolheu…
Nados, de alma e nua carne
Não vinham diferentes do céu!

Gritos de dentro, pró alto
Cada dia, nesta jornada
 Vive-se nesta ansiedade
Porque a vida, neste tudo
É apenas”TUDO em Nada”

Estas gentes querem crível
Em genuína Verdade
Mostra-nos o invisível
Para termos Realidade

Dá-nos TUA Energia, Amor
E Todos os dias  natais...
Orienta esta Terra, por favor!
 Sejamos todos IGUAIS...
                                                                     Sem rivais...

margui  10/12/10

domingo, 5 de dezembro de 2010

Caminhadas

Urbe… metropolitano…velocidade…confusão…progresso
Em labuta, sempre a correr
Sem pra trás, olhar volver                      
Porque,
Em frente, se encontra o porvir
Nunca há tempo para reflectir...
Confusões e repetidas viagens
De coragem

Assentos demasiado cheios
 Desde a primeira estação
Todos que entram, a seguir
É certo que, de pé vão…

À mais pequena travagem
Perdemos equilibragem
Sem querer, empurra-se quem vai
Mas não se ouve”um desculpai
E esta gente aonde vai?

Vão na corrida da vida
A calma aqui está perdida
Em troca da civilização
Tantos e aonde vão?

 Quem são? Com tamanha sofreguidão!?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

vazio



                                                             
Espaço vazio, de facto
Áurea que se esvai…
Em inclinado regato

Tudo com, e nele …vai…      


Pensamento em devaneio
Não me segura aqui não
Mostra-me o mensageiro
…E o brilho do candeeiro
Que ele traz na sua mão
Transmite outra decisão

Mas que rico trinta e um
Espaço que nunca visto
Eu gostei deste jejum
Porventura, era previsto

Largo pegada aqui
Avanço outra acolá
Este espaço” eu” nunca vi
Senão que, pra ele sorri
Espaço calmo e cheio virá
Em horizontal leito, oxalá!



 margui