terça-feira, 28 de setembro de 2010

Do nada o meu tudo...


Do nada o meu “tudo”


Eu sou uma planta, cresci erva daninha
Sachei, cultivei e voei como andorinha
Lavrei projectos e pla vida me apaixonei
Plantei ideias, colhi o que semeei!

Do nada apareci e tudo encontrei
Do nada cresci e meu “tudo” amei
Com o nada quero ir andando…
Com o nada continuo sonhando

O tempo e espaço não eram valia
Não existiam, porque a correr eu ia…
Subtilmente, me levaram a parar
Acordei!!! Valeu a pena sonhar!            




O nada e o meu tudo…

m.g.  Set/2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A verdade?! No mundo...hoje...


Por quê não somos nós mesmo
Dentro dos sabores da vida
Se os dias mais gostosos e os menos
Fazem parte desta briga
E se as aparências forçosas
Nunca nos serão honrosas…?

Se erraste…

Nesta atmosfera, ainda podes dissipar
A energia obscura do teu mundo lar
Agarrando a corrente do agradável
Alimentando só o saudável
Com todos e a todos mostrando
A verdade no que estão falando…

É urgente sentir:
A música da auréola diária
Guardá-la, senti-la como aliança
Para não deixar entrar nela
O que não for de esperança

É urgente inferir:
Que a esperança assenta em razão
Que não queremos desapontamentos
Que Temos o mundo na nossa mão
Que Nada é inelutável, se temos intentos!...

É urgente admitir que:
_Tuas palavras, actos, não são mais magia!!!
_Nos mostram os teus conceitos…

Então assume! E...
_Tua verdade, será boa energia
_Tua humildade,quiçá grandes feitos…


Ao mundo cão com que nos deparamos nestes dias…


                                                                                                                      m.g.         03/09/10

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

O tempo não espera

O tempo não espera…

O tempo não espera que fiquemos sempre crianças
Avança, multiplica, ramifica… nossas esperanças…

Passaram trinta e cinco anos, afinal
Este local espera-nos muito igual
A vegetação dá sinais de querer falar:
_Aqui, ainda reside o vosso olhar, o vosso cuidar!
Ecos, compilações de factos, sorrisos…
Nestes arborescentes ficaram repartidos
Todos os momentos aqui ficaram guardados
As saudades e as despedidas, tesouros calados!

Dia a dia, outros casais por aqui namoram
Porém, as nossas folhas muitas vezes choram
Têm saudades do vosso partilhar
Da vossa alegria que nos fazia sonhar

Prezamos hoje a vossa passagem
Que beleza nos traz!...vosso olhar de coragem
Esse olhar de nostalgia
Que partilha outra alegria
Refrescamos e enraizamos vossa visita
Esperando que no tempo se repita

Os rebentos e a cepa que mostrais
Não vamos esquecer jamais
Irradiamos-lhe nossa energia
Felicitamos-lhes cada dia, mais um dia
Num futuro que lhes saiba comunicar
A beleza, o encanto, do saber Amar

Amar cada amigo, cada momento
Amar cada ser vivo, cada rebento…
Amar o belo e o menos belo
Amar a essência do que é singelo
Amar afinal as pegadas da VIDA
Quão maravilhosa!!! Se REPARTIDA…!

Viseu FTL….04/07/2010
Maria Guida

terça-feira, 8 de junho de 2010

deixo terra firme e levanto/S.Miguel/Lisboa

Deixo a terra firme e levanto
Levanto-me aos céus
E…
As minhas asas inertes
Unidas ao peito
Aconchegam sonhos meus

Encostada à janela, sem parapeito
Penso, agradeço com respeito:
- Valha-nos Deus!

Nostalgia destes dias
Da corrida da aventura
Tenho na alma a doçura
Das doideiras e alegrias
Das partilhas e euforias
Na e da vossa/nossa companhia
“Valeu”

Maria Guida Rodrigues